GOSTINHO CASEIRO
Há dois anos nasceu o Del Rosa, "filho" do restaurante Pamplona, como diz Erica Domingues, a chef que comanda a cozinha do local junto com o sócio Carlos Palazzo. Explica-se: o Pamplona, também no Centro Cívico, era da sogra de Erica, Nelma Puhl, expert da gastronomia. Ela ajudou a montar o filhote e deu dicas preciosas para os novos empreendedores. Agora, Nelma auxilia a nora nos cuidados com a pequena Alice, de dois meses, e assume a cozinha enquanto Erica amamenta a nenê. Os fregueses, fiéis, agradecem tantos cuidados. A casa serve comidinha caseira no almoço para quem trabalha perto do vizinho Palácio das Araucárias. "Quem come aqui vem praticamente todo dia. Por isso, temos a proposta de refeições iguais as que se come em casa, sem bufê por quilo. O pessoal não quer comida muito elaborada no dia-a-dia", comenta Erica, bióloga que deixou a profissão pelas panelas, por pura paixão


OUTRAS PALAVRAS

"Brésil! Urgent! Dilma présidente!"

Do jornal francês Le Monde, em reportagem onde a ministra Dilma Roussef é caracterizada em campanha pré-eleitoral. A frase, de acordo com a reportagem de Jean Pierre Langellier, vem sendo dita nas reuniões internas do PT. O jornal também afirma que "o ‘produto’ Dilma está quase pronto para ser vendido".


CURTAS

O novo prédio do Tribunal Regional do Trabalho, inaugurado há pouco mais de um mês, ganhou apelido maldoso. Dizem os frequentadores que o local sofre de "síndrome de Palladium" - o shopping que abriu para o público ano passado ainda com pisos inacabados e lojas por terminar. No prédio do TRT, também faltam acabamentos.

Encerrado o Crystal Fashion, hora de balanço. A empresária Dionéia Mendes, que comanda o Fórum de Moda, com convidados de fora e palestras paralelas aos desfiles, diz que o evento traz "a realidade do setor para os estudantes", que compõem grande parte da platéia. Grandes nomes, bons assuntos... a contribuição é grande para a moda local, mas Dionéia comenta a falta de patrocínio. "O próximo só acontecerá se conseguir patrocinador. Foram oito anos de luta promovendo o Fórum. Se nossos empresários não investirem em eventos que fomentem o conhecimento, fica difícil".

A colunista pede desculpas: trocou as bolas e errou duas vezes na edição da passada. O asilo onde acontece a Casa Cor é o São Vicente de Paulo, e não o São João Batista. O filme Beyond Ipanema, de Guto Barra, tem 90 minutos e não é curta-metragem.



BOLA DENTRO
Fernando Klein Nunes prepara o coração para comemorar a esperada vitória do Atlético nesse domingo - mas não esquece os compromissos empresariais. O torcedor roxo é também presidente do sindicato do setor das empresas de transporte e está armando caravana de empresários para visitar, em junho, a sede da americana Fedex, em Memphis, Tennesse. A líder de entregas rápidas no mundo tem quase 300 mil funcionários em 220 países. A logística da Fedex é incrível - por isso, conhecer os meandros da operação será uma experiência e tanto para cerca de vinte paranaenses que estarão na comitiva



EM CENA
O evento promete. No comando das panelas, estará Beto Batata. O famoso dono de restaurante vai dividir o fogão com a mãe Catarina da Rosa, preparando receita de família. Em cena estarão o diretor de teatro Felipe Hirsch e o arquiteto Jaime Lerner. A mistura acontece amanhã, a partir das cinco da tarde, no primeiro "Faço com Gosto!", do espaço cultural Act. Nena Inoue, que comanda a parada, diz que a ideia é proporcionar encontros de pessoas interessantes com temas bacanas - ou vice-versa - para preencher a agenda dos curitibanos e moradores da cidade com uma atividade multicultural. Paga-se o ingresso na entrada e é bom chegar no horário para garantir lugar sentado - de acordo com Nena, o evento é aberto a quem estiver interessado. "O papo é para todos, e quanto mais gente bacana e pensante, melhor"



SALVEM, JORGES
Ontem foi dia de São Jorge, e o cara aí da foto - em imagem icônica da década de 70 - com certeza mandou rezar missa para o santo, como faz sempre. Aqui, a homenagem rola hoje, com o Samba-Rock Sport Club no palco do Jokers. A banda comandada por Fabrizio Rosa vai apresentar canções com arranjos originais da fase Trilogia Mística de Jorge Ben - quando, encantado pelos mistérios da alquimia, gravou três LPs lendários, entre 1974 e 76. O projeto do Samba-Rock, batizado de Jorge 23, foi apresentado com sucesso em Porto Alegre, onde Fabrizio mora desde o ano passado, e também em Curitiba, em janeiro. "Foi incrível, o Jokers lotou e a galera sabia as músicas todas, cantando junto", lembra o vocalista, confirmando: não é pequeno o público de devotos do Jorge místico


PERGUNTAS PARA
Prefeito de S. J. dos Pinhais Ivan Rodrigues, do PTB

FOLHA DE LONDRINA: O senhor compareceu à luta entre Rosilete dos Santos e a argentina Silvia Gervassi, semana passada, porque é fã de boxe, ou para apoiar a atleta que mora em São José?
IVAN RODRIGUES: Fui para apoiar o evento, a Rosilete e o marido, Macaris. Não sou fã de boxe, mas tenho uma história com o esporte: quando criança, em São Paulo, convivi com o famoso Ralf Zumbano, que era amigo do meu pai. Foi ele quem treinou nosso campeão Éder Jofre. Fui muitas vezes na academia do Zumbano, no Bom Retiro, e conheci o Jofre. Mais tarde, o acaso me colocou perto do Maguila. Fui vizinho dele em Arujá!

Como passou de empresário para prefeito? O senhor não tinha experiência política?
Não havia ocupado nenhum cargo antes na política, mas na verdade, a carreira de empresário começou por causa da política. Em São Paulo, meu pai era do Partidão (Comunista). Para que ele não fosse preso, e tivesse um emprego, montamos uma pequena indústria, em 1969. Eu tinha 18 anos. Foi ali que tudo começou. A indústria cresceu e hoje estamos entre as dez maiores do mundo no setor (equipamentos para controle de tecnologia)

O que é mais difícil, a iniciativa privada ou a política?
Há desafios nos dois lados. Uma diferença que senti é que no cargo público, temos mais burocracia, enquanto na iniciativa privada as coisas se decidem mais rápido. Mas nos dois casos o maior desafio é o mesmo: lidar com as pessoas. O fator humano é tudo.

O senhor aplica conceitos empresariais na prefeitura?
Com certeza. Trago isso de berço. São meus preceitos da vida - respeito aos demais, seriedade, austeridade. Com isso a gente vai em frente.

Como saiu de São Paulo e veio para São José dos Pinhais?
Me considero uma pessoa talhada para buscar soluções na crise. Foi assim quando surgiu nossa empresa, por conta do problema do meu pai, e foi assim também quando decidi vir para São José dos Pinhais. Foi na época do confisco de dinheiro do governo Collor. Transferi a empresa e recomecei tudo. Acabou sendo bom, porque ali saímos do analógico e passamos a trabalhar com tecnologia digital. Além disso vim morar numa cidade ótima, porque São Paulo, como sabemos, hoje está praticamente inviável, sem qualidade de vida.

O que faz nas horas de lazer?
Gosto de uma boa pescaria, com meu filho de 11 anos. Também jogo tranca com a esposa, aprecio um bom vinho, uma boa conversa. Ah, gosto de ir numa festa e dançar também. Essas coisas normais.

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