LADO B
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Bia Moraes 
BELEZA MADURA
"É assim, mas sob pressão da mulherada", conta Maria Helena Paes de Barros. Linda aos 54 anos, orgulhosa dos belos fios brancos, ela explica que não pinta as madeixas há mais de vinte anos, quando o cabelo começou a branquear. Cabeleireiros, e principalmente amigas, não se conformam. Um dos mais famosos da cidade quer, a todo custo, transformá-la em... ruiva.
Em viagem a Nova York, foi elogiada por profissionais de salões. O trato nos cabelos é simples, mas constante - lavar de noite, com xampu para fios prateados, secar ao natural, e pronto. "O marido adora, e eu também"
OUTRAS PALAVRAS
"Não foi nada complicado. Peguei emprestado da vizinha!"
Katiuscia Canoro, atriz curitibana, respondendo ironicamente a uma jornalista, como havia escolhido o vestido que usava na festa do cinema brasileiro, no Rio de Janeiro
TEMPERO DAS ARÁBIAS
Quem come no Al Beirut volta sempre. Não é a toa: a cozinha que produz delícias libanesas de primeira qualidade está nas mãos de Charife e Zahra Najar, respectivamente mãe e irmã de Ale Najar. Ele comanda o segundo restaurante da família, inaugurado em novembro, no Bigorrilho - que já anda bem movimentado.
O "Turco Ale", como é conhecido, incrementa o cardápio com sua presença simpática e conversa sempre em dia. "Tenho mais amigo judeu do que árabe, todo mundo vem aqui. Não ligo que me chamem de turco, acho até carinhoso, sempre foi assim", comenta Ale, lembrando que dona Charife, em suas viagens anuais ao Líbano para visitar a família, traz a mala cheia de temperos
PRONTO PARA ESTREAR
É de Curitiba, mas se tornou cidadão do mundo, o jornalista Guto Barra. Há mais de dez anos vive em Manhattan, viaja pelo planeta e vem se dedicando ao cinema e vídeo. Guto trabalha em uma produtora e finaliza o documentário sobre a paixão que a música brasileira desperta nos gringos, de Carmem Miranda até hoje.
O curta "Beyond Ipanema", dirigido por ele, será exibido no festival do MoMa - Museum of Modern Art, em New York, em julho. "Acabamos de gravar entrevista com Caetano Veloso. Era a última que faltava", comemora
HORIZONTE MAIS AZUL
Para ela, e outras 154 internas do Asilo São João Batista, o horizonte está mais azul. A Casa Cor Paraná, capitaneada por Marina Nessi, está reformando toda uma ala do local. A parte onde acontece o evento, cujas obras estão a todo vapor, estava sendo usada pela administração do asilo. As melhorias vão ficar depois que o evento, que começa dia 5 de junho, encerrar, em 13 de julho. Há estimativas de que, com as reformas feitas pela Casa Cor, a capacidade do asilo aumente em até 30%. Pavilhões pré-moldados para a área social estão sendo montados neste fim de semana - e vão ficar, também, para uso do Asilo
PERGUNTAS PARA
Vereador
Julião Sobota, do PSC
FOLHA DE LONDRINA: Você trabalhava como segurança e entrou para a política. Como foi essa mudança?
JULIÃO SOBOTA: Faz três anos, levei uns tiros. Eu trabalhava no Costelão (da Rua Chile), de madrugada chegaram uns malucos, torcedores do Coxa, dispararam quatro vezes. Um tiro pegou na minha perna. Aí, resolvi parar. Tenho que pensar nos filhos, cuidar das mães deles. O pessoal me animou pra tentar ser vereador.
Você mudou de Julião da Caveira, como foi eleito, para Julião Sobota. Por quê?
Isso foi idéia da assessora de imprensa. Eu concordei. Por mim pode me chamar de qualquer nome que tá bom: Julio, Gordo, Julião, Sobota, Julião da Caveira.
Você tem religião?
Sou católico praticante. Tudo que tenho nessa vida eu devo ao meu Deus.
Que projetos tem para a cidade?
Principalmente ações sociais, coisa que a gente já faz na Fanáticos, e para combater a violência nas ruas. Essa quebradeira que acontece depois dos jogos não é coisa de torcida organizada. Esses caras botam a camisa da torcida mas são é uns bandidos. Mas estou indo devagar, tenho que seguir o ritmo da política, da Câmara.
Aqui é tudo muito diferente, menina. Estou acostumado com a organização da torcida. Nas reuniões, quando eu tenho a palavra, todo mundo fica quieto. Depois, se alguém quer falar, pede a palavra. Aqui não. Você sobe na tribuna, começa a falar, está todo mundo tagarelando, conversando no celular, ninguém respeita.
O Clodovil falou a mesma coisa no plenário da Câmara federal. Perguntou onde estava a educação dos congressistas.
Obrigado por me comparar com uma pessoa tão importante. Deus o tenha. Mas é verdade. Quando fui falar pela primeira vez na tribuna, fiquei louco. Você ali tentando falar, raciocinar e o pessoal naquela falação. Foi por isso que votei errado sem querer (no dia da votação pela utilidade pública da parada de gays e lésbicas). Tava aquela bagunça. De um lado o pessoal das igrejas, de outro os gays, um escândalo. Uma zona.
Explica melhor essa votação errada.
Olha, fiquei tonto naquele dia de tanta bagunça. Fiquei sentado e sem querer votei a favor. Depois fui na tribuna me explicar. Não tenho nada contra a opção sexual das pessoas. Cada um com a sua, eu respeito, é que nem escolher time, se o cara é Coxa, eu respeito. Eu disse, a gente não tá aqui votando sobre a sexualidade das pessoas. O que eu não concordo é que eles saiam na rua se exibindo. Aqueles caras, uns gigantões malhados, de sunga cor-de-rosa, desfilando? Não dá. Não foi isso que meu pai me ensinou.


