LADO B
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de março de 2009
Por Bia Moraes<BR> [email protected] 
UMA LOURA, UMA MORENA, A MESMA SIMPATIA
Muita gente tem receio de entrar em loja de roupas chiques, mesmo que seja apenas para conhecer. Mais do que os preços altos, o que intimida é o medo de não ser bem recebido.
Estabelecimentos voltados ao consumo de luxo parecem reservados somente a uma ínfima parcela da população - quem, além de alto poder aquisitivo, tem nome conhecido e se veste com grifes o tempo todo.
Fizemos um teste e entramos nas duas lojas mais elegantes de Curitiba em plena época de grandes liquidações: a Capoani, na Rua Comendador Araújo, e a Bazaar, na Avenida Sete de Setembro. Não me identifiquei como jornalista - somente depois de concluído o atendimento.
As duas lojas funcionam em belos casarões antigos. Nelas, há diversas salas para circular, muitas grifes, provadores imensos e confortáveis, e staff solícito. Veja como foi o atendimento:
Na Capoani, Cléia Cardoso Chaves nos recebeu com sorrisos. Ela se desdobrou durante horas levando peças para o provador, onde meu parceiro se embrenhou. Fiquei observando, mas também recebi atenção: ela me levou até a "sala das meninas", cheia de roupas lindas. Na busca pelo traje masculino perfeito, Cléia sugeriu complementos, fez ajustes e deu palpites bacanas. A morena que saiu de Belém do Pará e veio para o Sul em busca de novos ares foi um doce. Nos convidou a voltar "nem que seja só para tomar um café e olhar novidades".
Na Bazaar, o guardião do pátio já me recebeu com simpatia. Priscila da Silva, a vendedora, me deixou à vontade para conhecer a loja. Discreta, sem pressão, ela deu informações e ofereceu ajuda. Percebeu meu estilo e apontou peças que têm a ver comigoz. Eu não imaginava que na Bazaar haveria roupas do meu tamanho (42) e preços acessíveis para meu bolso. Todas as vendedoras me cumprimentaram - fui até elogiada por uma delas, comentando que eu não aparentava ter filhos grandes. Saí com a autoestima lá no alto.
4 PERGUNTAS para BETO RICHA
O prefeito de Curitiba recebeu a reportagem da FOLHA em seu gabinete, pouco tempo após a reeleição. Além das inúmeras perguntas sobre política, já publicadas em reportagem especial, Richa topou encarar questões sobre ângulos da sua personalidade que o eleitorado desconhece:
Quem escolhe e compra suas roupas?
- Eu mesmo! Adoro olhar vitrine. Passo, olho, gosto. Depois volto para experimentar. Não tenho loja nem grife de preferência. Mas sou de negociar. Os vendedores me tratam bem porque sou prefeito, mas sabem que não adianta me empurrar o que eu não quero... sou firme na pechincha.
Como faz para manter a forma?
- Academia. Estive parado só na época da campanha para prefeitura. Sempre fui de esportes: pratiquei natação, futebol, até beisebol eu joguei com os japoneses lá em Londrina.
Você é prefeito, bem votado, jovem e com boa aparência. É celebridade, sai até na revista Caras. Como se comporta frente a outros famosos?
- Saí na Caras, é? Qual? Não vi isso... (Pede para a assessora providenciar logo uma cópia). Não sou do tipo deslumbrado, fico na minha. Na Fórmula 1, em São Paulo, por exemplo, não fui atrás do Felipe Massa para pedir autógrafo.
Tem alguma celebridade que você sonha conhecer?
- Conhecer? Qualquer um? Não sei... (Fica em silêncio pensando. A repórter sugere, de brincadeira, Angelina Jolie). Isso, Angelina Jolie! É bonita e cumpre um belo trabalho humanitário. Mas o Brad Pitt não ia deixar eu chegar perto dela...
Belas e engajadas
As duas moças, na foto de 1965, representam não só a beleza daquela década, mas principalmente o momento em que a mulher brasileira começa a quebrar tabus.
Do lado esquerdo está a atriz paranaense Yara Sarmento. Com ela, a emblemática Leila Diniz. As duas trabalharam juntas em novelas da TV Globo e foram amigas. Leila morreu muito cedo, aos 27 anos, em acidente de avião no começo da década de 70.
Em homenagem ao mês da mulher, a coluna ouviu Yara, atualmente funcionária do Teatro Guaíra e responsável pelo Prêmio Gralha Azul.
"Leila era inspiradora. Com alegria e espontaneidade, mostrou os preconceitos que pesavam sobre a mulher. Ela passou por cima deles rindo. Enfrentou o mundo com coragem. Leila me fez ver que a mulher tem liberdade plena de escolher. Saíamos juntas para conversar, sempre. Leila era inteligentíssima, não tinha medo de críticas. Realmente uma mulher à frente do seu tempo, que mudou muita coisa e fez história, assim como Maysa, outra artista famosa que inspirou muitas de nós exibindo sua liberdade e escolhendo viver da arte".
Outras palavras
"Eu acho isso idiota. Botar nome em inglês só serve para cobrar mais pelo serviço. O negócio é trabalhar direito, sem precisar inventar idiotice em outra língua".
Dado Dantas, produtor de eventos, sobre pessoas com a mesma atividade, que se intitulam "party designers". Ele falou em entrevista para a reportagem da FOLHA, sobre as profissões do momento, que será publicada em breve
Making of
A imagem mostra um momento da filmagem do clipe do Copacabana Club, que estréia o trabalho hoje, no John Bull Music Hall. Os meninos do Banzai Studio dirigiram o trabalho. O pessoal do coletivo AtAlho participou: Karla Fragoso - na foto, com a vocalista Camila - produziu figurinos; André Azevedo assinou a direção de arte, e Alberth Murta, a produção artística. A primeira parte do clipe mostra a banda atuando. A segunda é toda "stop motion", técnica de animação que vem sendo resgatada pelos realizadores jovens. Quem já viu garante que o clipe da música "Just Do It" é genial.


