Kumho aguarda, mas garante vinda
Kumho aguarda, mas garante vinda
O grupo coreano Kumho está esperando o desfecho de negociações junto BNDES para instalar a sua fábrica em Londrina, um investimento de US$ 166 milhões que viabilizará a abertura de 1.500 empregos diretos.
A indústria, que planeja virar o século entre as cinco grandes do setor no mundo, está decidida a abrir a sua primeira fábrica brasileira em Londrina, onde está a maior revendedora dos seus produtos no País, a Jabur Pneus. O presidente da revenda londrinense, João Jabur, diz que o grupo asiático não pretende abrir mão da instalação da unidade em Londrina, apesar das pendências junto ao BNDES.
Uma indústria desse porte precisa cumprir um nível mínimo de escala de produção e o fato da maior revendedora da marca no Brasil estar aqui em Londrina pesou na balança, diz o empresário, responsável pelos primeiros contatos com os executivos coreanos.
Segundo Jabur, o BNDES aumentou as restrições para conceder crédito a empresas de origem asiática depois da crise financeira da região, em outubro passado. Isso teria atrapalhado os planos da Kumho. Ele diz que o deputado federal Luis Carlos Hauly tem acompanhado de perto os desdobramentos do processo no BNDES, na tentativa de agilizar a aprovação. O início das obras da fábrica só depende disso, garante.
A partir da liberação do financiamento, o projeto da empresa é iniciar as operações no prazo de dois anos e meio. Na verdade, diz Jabur, a empresa já está adiantando os trabalhos para a instalação da fábrica. Não quer perder tempo. (R.M.)





