O candidato a prefeito de Londrina pelo PSD, Alexandre Kireeff, chegou ao segundo turno com 25,27% dos votos, mas afirmou ontem que não pretende buscar apoio dos adversários derrotados para vencer a eleição. O empresário de 45 anos disse que entrou na disputa sem alianças políticas para apresentar uma proposta de mudança e que aceitará apenas adesões voluntárias ao projeto que defende.
Com diferença de 20 pontos percentuais para o primeiro colocado de ontem (Marcelo Belinati, que conta com apoio de mais 13 partidos), Kireeff disse não ter negociações por coligações. ''Estamos nos comunicando com os eleitores e essa estratégia de aliança não fez parte da nossa campanha no primeiro turno e não fará no segundo. A adesão aos nossos projetos terá de ser voluntária'', disse, ao insistir que não representa um projeto de poder.
Depois de ganhar terreno na última semana antes da votação, o candidato agradeceu aos eleitores pela chance de explicar melhor o plano de governo em um segundo turno. ''É uma responsabilidade e vamos apresentar a Londrina uma proposta de governo detalhada.''
O candidato do PSD apareceu como segundo colocado apenas na pesquisa Ibope divulgada na véspera da eleição, que apontou 49% para Belinati, 18% para Kireeff e 16% para a petista Márcia Lopes. Até a sondagem do mesmo instituto divulgada no dia 1º de outubro, ele era o terceiro, com 11%, atrás de Márcia, que tinha os mesmos 16%. Para o candidato, a arrancada mostrou ''sintonia com as expectativas da população''.
No segundo turno, Kireeff acredita que o detalhamento das propostas resultará em mais votos. ''Entro (no segundo turno) com mais vontade, com maior possibilidade de discutir Londrina em outros níveis e com mais tempo de televisão, que foi uma diferença importante que tivemos no primeiro turno'', disse. Ele se referia aos quase 12 minutos que o primeiro colocado teve contra os menos de quatro da campanha dele.
Empresário pouco conhecido do eleitor em geral até a campanha, Kireeff rejeita, porém, entrar em debate sobre trajetória pessoal com o hoje vereador licenciado Marcelo Belinati. ''Vamos focar nas nossas convicções no detalhamento do conteúdo da nossa candidatura e esperamos que nosso adversário faça o mesmo.''
Nervosismo
O prefeiturável do PSD procurou mostrar confiança durante a apuração do primeiro turno, mas não conseguiu esconder o nervosismo. Ao acompanhar ontem a abertura das urnas com assessores de campanha, familiares e amigos no salão de festas do edifício onde mora, no Centro de Londrina, Kireeff mostrou incômodo com a comemoração da equipe a cada atualização da apuração e foi para o seu apartamento, acompanhado pela mulher.
O candidato só voltou ao salão quando estava confirmado no segundo turno, onde foi abraçado pelos familiares e amigos. Na sequência, falou à imprensa e retomou a agenda de campanha, com entrevistas em emissoras de televisão e de rádio.


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