"Nós vamos pagar toda a nossa conta do seguro rural de 2014". Esta foi uma das principais declarações que a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu, deu ontem durante visita a 55ª edição da ExpoLondrina. Juntamente com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, elas estiveram no evento para participar de uma reunião da Comissão da Agricultura da Câmara Federal, com representantes de entidades ligadas ao agronegócio, além de diversos prefeitos da região.

"Nós queremos dar credibilidade ao seguro que não é um favor para o produtor rural, mas um benefício ao País", disse Kátia Abreu
"Nós queremos dar credibilidade ao seguro que não é um favor para o produtor rural, mas um benefício ao País", disse Kátia Abreu | Foto: Saulo Ohara


A ministra garantiu que o Mapa, junto com o governo federal, vai trabalhar para resolver a situação do seguro agrícola, já que a promessa de liberação de R$ 700 milhões não foi totalmente cumprida, faltando por volta de 42% do montante total. Além do seguro, foram debatidos ainda o Plano Safra 2015/16 – com a expectativa do incremento dos juros - e os problemas fundiários e agrícolas que podem afetar o desenvolvimento agropecuário do País. "Já está parcelada a dívida com as seguradoras e agora estamos trabalhando para o seguro 2015/16. Ainda falta o empenho definitivo de R$ 300 milhões do ano passado para que as seguradoras fiquem totalmente tranquilas. Nos próximos dias, por meio de uma Medida Provisória, resolveremos esse problema, pois a presidente Dilma definitivamente pediu a solução ao Ministério da Fazenda e Planejamento", garantiu Kátia.

A ministra salientou que o seguro é prioridade da presidente, já que durante os mandatos de Dilma o valor do subsídio "saltou de R$ 280 milhões para R$ 700 milhões". "No ano passado realmente tivemos um problema de empenho de parte do orçamento do seguro, o que foi uma infelicidade, um episódio único que não deverá mais se repetir. Nós queremos dar credibilidade ao seguro que não é um favor para o produtor rural, mas um benefício ao País porque garante o abastecimento, a qualidade e principalmente o preço baixo dos alimentos".

PLANO SAFRA

No que diz respeito ao Plano Safra 2015/16, a ministra não quis antecipar como ficarão as novas taxas de juros, já que cabe à presidente Dilma a divulgação do plano. "Eu quero tranquilizar a todos, que haverá a antecipação (da divulgação) para o mês de maio, com as condições que os produtores necessitam. Não faltarão recursos para o custeio. Em relação aos juros, teremos ajustes por conta da situação fiscal atual, mas teremos uma quantia suficiente para atender a todos", relatou. Vale lembrar que o pré-custeio já foi anunciado esta semana, com R$ 7 bilhões liberados ao Banco do Brasil e R$ 2 bilhões para o Pronamp (médios produtores).

Por fim, a ministra lembrou que o reajuste dos juros do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), que no início deste mês saltou de 4,5% para 7,5% para produtores de renda bruta anual de até R$ 90 milhões, ainda pode ser considerado abaixo da inflação. "A 7,5%, nós ainda estamos com juros reais negativos. Se a inflação deste ano está prevista para 8,5%, estamos 1% abaixo do percentual e isso não é algo comum de acontecer. Nos últimos quatro anos, foram financiadas 298 mil máquinas, um volume total de R$ 40 milhões", complementou.

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