Kanashiro aprendeu a fazer batidas e virou o Baiano
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quinta-feira, 05 de junho de 1997
Luka Morais 
Filho de japoneses, o nissei ficou conhecido como Baiano. Três de seus seis filhos sanseis acabaram ganhando o apelido de Baianinho. Dois deles, dão continuidade ao trabalho iniciado pelo pai, que ganhou notoriedade por suas batidas. Um deles é hoje sushi man num restaurante em São Paulo. Não há quem não conheça o Baiano das Batidas.
A família de Antonio Kanashiro, 62 anos, a exemplo de muitas outras que se distanciaram dos costumes e tradições japonesas, revela um pouco de sua origem através da culinária. Na casa do Baiano não falta molho de soja e temperos orientais. Algumas vezes são levados à mesa sushi e sashimi. Mas o mais comum mesmo é o arroz com feijão, diz o Baiano.
Kanashiro chegou em Londrina há 25 anos, vindo de São Paulo, e montou um bar nos fundos de um posto de gasolina. Suas batidas ficaram famosas e Kanashiro acabou se transformando no Rei das Batidas. Antes, porém, teve que mudar de identidade. Os entendidos diziam que japonês fazendo batida não dava certo. Que batida era coisa de baiano. Aí pegou o apelido, lembra.
Marca registradaBem sucedido, hoje Kanashiro possui três estabelecimentos onde são vendidas batidas e aperitivos com sua marca registrada. É ajudado pelos filhos Luiz Antonio e Luiz Adriano. Eles são os baianinhos, diz. Conta ainda com a mãozinha de uma das três filhas, a nutricionista Ana Cecília. O segredo do sucesso? Kanashiro responde: capricho. Com a milha batida que fazemos aqui não perco para ninguém. É das melhores, diz referindo-se a um tipo de aperitivo muito conhecido que suas ágeis mãos produzem.
Além das batidas, Baiano tem outra paixão-religião na qual é absolutamente convicto: o futebol. Apaixonado pelo Corinthians ele afirma: O Corintians é o time da multidão, é o time do meu coração. Só me dá alegria.


