O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul revogou a decisão liminar que tornava indisponíveis os bens da Varig e dos seus administradores. A sentença contrária à empresa aérea havia sido dada em ação movida pela Associação de Pilotos da Varig (Apvar). Num outro lance da batalha judicial, a Apvar divulgou ontem que a Varig foi condenada a pagar cerca de R$ 1 milhão em danos morais pela demissão de um piloto da empresa.
  A Apvar alega que a gestão da empresa tem sido ‘‘temerária’’ desde 1999 e solicitou a indisponibilidade dos bens. O desembargador Orlando Heemann Júnior, da 12.ªCâmara do Tribuna de Justiça estadual, registrou, contudo, na decisão, que ‘‘há de se questionar se a associação autora (a Apvar), com participação minoritária tão pequena (0,038%), tem o legítimo interesse para embargar os ativos e patrimônio da empresa e admistradores’’.
  Já a Apvar informou que a Varig foi condenada a pagar cerca de R$ 1 milhão a título de danos morais e de R$ 200 mil por ‘‘litigância de má-f钒 num processo movido pela entidade. A decisão foi de primeira instância, da 14.ªVara do Trabalho, numa ação para a reintegração do piloto Hélio Flores da Silveira, demitido sob ‘‘falsa alegação de justa causa’’. A reintegração do piloto aos quadros da empresa ocorreu na última quarta-feira.

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