Curitiba - Para coibir a prática do caixa 2 a contabilidade paralela em campanhas , o professor Ricardo Costa de Oliveira defende que seja melhorada, em primeiro lugar, a fiscalização das contas eleitorais.
''Atualmente, isso acontece depois dos resultados. Então a questão é proporcionar à Justiça Eleitoral capacidade fiscalizatória e punitiva antes, durante e depois da proclamação dos resultados'', opina. Para ele, é necessário haver fiscalização aberta durante todo o mandato, seja do Poder Executivo ou do Legislativo. ''Assim, se forem descobertas denúncias de caixa 2, a Justiça poderá punir o crime eleitoral, mesmo dois, três anos depois dos resultados'', justifica.
Para o cientista político, falta também o debate da reforma política envolvendo o financiamento das campanhas, que é muito poroso no Brasil, na visão dele. Oliveira defende que todo financiamento passe antes pela Justiça Eleitoral, e que a Justiça repasse o dinheiro aos partidos e candidatos. ''Assim, a Justiça guardaria notas e certificados para ter controle efetivo'', sugere.
Ao lembrar das denúncias de que o governo federal teria comprado votos de parlamentares para ter apoio, Oliveira propõe também uma nova sistemática dos partidos, cobrando maior fidelidade partidária. ''Se houvesse fidelidade, isso (compra de votos) seria coibido'', acredita. (M.D.)

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