Júlio César Maciel, 18 anos, decidiu aos 15 que entraria no Exército. Começou, então, o treinamento. Flexão, barra e abdominais diários em casa além de corrida no parque. "Sempre gostei e os meus pais me disseram para me preparar, pois seria puxado o serviço militar", conta. No começo, ele diz, o Exército é difícil. "Mas em uma semana e pouco já estou acostumado."
Júlio César aguarda, ansioso, o treinamento de campo, em abril, quando vai pegar em armas. Já Alisson dos Santos, 18, sonha em ser policial desde criança. "E o mais próximo disso é o Exército." Para alcançar o objetivo, teve de largar o curso de eletro-eletrônica. Para ele, o Exército é local de aprendizado. "Depois que eu sair daqui, tenho certeza que vai ser mais fácil encarar a vida lá fora. Aqui, estou aprendendo a encarar a vida como ela é", diz.
Alisson acredita que não é de um dia para o outro que se pega o jeito. Mas já está sentindo-se mais ágil, ligado. Em sua opinião, para todo mundo está sendo normal. "Achei que ia ser pior, mas me enganei." A palavra que ele usa para definir a experiência é escola. "Isso. É só uma escola em que te ensinam a ter disciplina, a cumprir horários e a não desperdiçar."
Com corte de 30% no orçamento, o Exército Brasileiro recebeu menos recrutas neste ano. Serão 42 mil em 2009 contra 70 mil no ano passado, uma redução de 40%. No Paraná, a redução foi quase proporcional, ainda que um pouco mais acentuada - 40,82%. Em 2008, 6.054 jovens recrutas serviram no Paraná. Neste ano, serão 3.573. Os dados foram fornecidos pelo Exército. (R.U.)

mockup