A produção diária Folha movimenta mais de uma centena de profissionais de imprensa, envolvidos com a missão de informar bem aos seus leitores sobre tudo o que se passa no Estado. O lançamento da Folha do Paraná - a edição estadual da Folha de Londrina - em maio de 97, deflagrou um processo irreversível de inserção do jornal junto à comunidade paranaense e apontou novos desafios. O principal deles equivale a unir todas as pontas do complexo teorema diário: providenciar a cobertura dos fatos, ouvir sempre todos os lados e fechar no horário, para que o jornal chegue cedo - e completo - aos pontos mais distantes do Paraná, consolidando-se como legítimo porta-voz dos mais diversos setores sociais.César Augusto
Mas qual é a ‘linha-mestra’ de todo esse processo jornalístico? O editor-chefe da Folha, João Arruda, 38, não tem dúvida: ‘‘A prática editorial diária da Folha, que vem sendo continuamente aperfeiçoada nestes 50 anos, está baseada na busca incessante de notícias e reportagens, reproduzidas com correção e fidelidade. Procuramos levar um amplo volume de informações aos leitores para que eles fiquem sempre bem informados sobre tudo o que acontece ao redor, seja na cidade, no Estado, no País e no mundo’’, afirma ele. ‘‘Todos os dias - acrescenta - nós temos um punhado de páginas a serem preenchidas com informações. A diferença está em se fazer isso com profundo senso ético, agilidade e credibilidade’’.
O editor-chefe ressalta que a atuação da Folha também reúne uma concepção que considera vital: ‘‘Temos uma linha editorial pluralista, sem restrição a nenhum assunto. O jornal procura espelhar a sociedade em sua plenitude e manter com o leitor um canal efetivo de comunicação, uma via de mão dupla em que ele também pode expressar suas opiniões e ajudar efetivamente o jornal a trilhar sempre no rumo de suas necessidades e expectativas’’.
O pluralismo a que se refere Arruda pode ser medido pelo fato de a Folha circular com uma média diária de 50 páginas distribuídas por oito cadernos fixos; no total, o jornal oferece nada menos que 18 cadernos e suplementos, que tratam em profundidade assuntos específicos, de informática à atividade rural. Além disso, a Folha conta com um experiente grupo de colunistas em diversas áreas - cultural, esportiva, econômica, política -, o que proporciona uma leitura de fundo aos temas mais relevantes. ‘‘O jornal traz textos do técnico Bernardinho a Joelmir Beting, de Arnaldo Jabor a Luiz Geraldo Mazza, numa saudável variedade de opiniões’’, diz João Arruda.
Para produzir todo o material jornalístico no Paraná, a Folha conta com uma equipe de 134 jornalistas, entre repórteres de texto, repórteres-fotográficos, redatores, pauteiros, chefe de reportagem, editores-executivos e editores-adjuntos. Do total, 86 atuam na sede em Londrina, 31 na Redação Regional de Curitiba, outros 11 em três sucursais - Cascavel, Maringá e Foz do Iguaçu - e mais correspondentes em Apucarana, Campo Mourão, Ponta Grossa, Umuarama e Cornélio Procópio. Uma curiosidade é que dos 134 profissionais, 66 são nascidos em Londrina, quatro em Curitiba, 37 em outras cidades do Paraná e 27 em outros Estados. A idade média é de 36 anos e o tempo médio de trabalho na Folha já atinge sete anos.
CompromissoEsta equipe está presente na cobertura diária dos fatos mais importantes de todos os municípios do Estado. ‘‘A respeitabilidade da Folha ao longo dessas cinco décadas está estreitamente ligada ao fato de ter um corpo editorial compromissado efetivamente com o bom jornalismo’’, diz João Arruda. ‘‘Este é um ponto-chave na trajetória do jornal desde seu nascimento: em períodos diversos, a Folha teve a oportunidade de reunir profissionais competentes, antenados com as novidades de seu tempo, gente que ousava no texto, nas fotos, nas idéias, na forma de apresentação gráfica, e que se sempre se preocupou em espelhar todas essas evoluções num produto inovador e contemporâneo, como é hoje. Isso tudo foi naturalmente fixando a Folha como referência de um jornalismo de primeira linha, tanto no passado como no presente. Essa é uma marca registrada da Folha que a projeta para o futuro, com as novas tecnologias disponíveis, avanços ainda mais relevantes com impacto direto na qualidade do jornal entregue ao leitor’’.Milton DóriaComandoJoão Arruda ingressou na Folha em 1976, fazendo escola com grupo de jovens repórteres que contribiu para a modernização do texto do jornal: ‘‘Profundo senso ético, agilidade e credibilidade’’ estruturam o pensamento da Redação (foto acima) agora comandada pelo jornalista
Além de reunir a maior rede de sucursais e correspondentes do Paraná, a Folha mantém uma sólida estrutura para a cobertura do restante do País e do mundo. O jornal conta com os serviços de duas agências de notícias nacionais, vinculadas aos dois mais expressivos diários brasileiros - ‘‘Folha de S. Paulo’’ e ‘‘O Estado de S. Paulo’’ - e de três agências internacionais: France Presse, francesa, a Reuters, inglesa, e a DPA, alemã. Elas fornecem diariamente reportagens, fotografias, gráficos e outras ilustrações que garantem à Folha uma cobertura nacional e mundial da melhor qualidade. ‘‘A Folha nasceu e cresceu com este propósito de ser ampla, com uma boa cobertura do País e do mundo, sem no entanto tirar jamais os olhos da cidade, da região e do Estado todo’’, diz o editor-chefe. Arruda ressalta que a estadualização definitiva do jornal consolidou este compromisso e ampliou ainda mais a cobertura jornalística, com expressivos resultados junto aos leitores. ‘‘A comunidade sabe que pode contar com a Folha porque o jornal está bem próximo dela’’, lembra.

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