Jornais incentivam a formação do hábito da leitura
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domingo, 07 de janeiro de 2007
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Hoje é o Dia do Leitor. Dia de celebrar pessoas como a professora Dulce Pascoalina Romero, que teve contato com as palavras ainda pequena, uma exceção num país como o Brasil, que ainda apresenta baixos índices de leitura e alta taxa de analfabetismo.
O incentivo para que desvendasse o mundo das letras, Dulce recebeu do falecido pai, Ângelo Romero, pioneiro de Londrina, assinante da FOLHA desde a fundação do jornal. ''Aprendi com ele o hábito da leitura'', conta a professora, hoje funcionária do Núcleo Regional de Ensino de Londrina (NRE).
Além do gosto pelas viagens que um bom livro porporciona, a professora também herdou do pai o hábito de ler a FOLHA. Nem a mudança da cidade para o sítio, há 20 anos, prejudicou o recebimento do jornal, que não chegava à zona rural. ''Foi só conversar com os responsáveis e passamos a receber o jornal na porteira do sítio''. Todos os dias, a família aproveita para se inteirar das notícias. Dulce mora com a mãe, dona Antônia Malaguido Romero, de 82 anos, que dá preferência para as matérias de saúde.
O irmão agricultor, que mora com a família em outra casa da propriedade, tem acesso às informações do campo, por meio da FOLHA Rural. ''Todos os cadernos ajudam no nosso dia-a-dia'', afirma a professora, que também ensinou ao filho o hábito da leitura.
''Quando mudamos para o sítio, meu filho tinha apenas três anos e ele precisava ter acesso às informações'', explica Dulce. Hoje, Gregório Romero Marangoni tem 21 anos e acabou de concluir o curso superior. ''A leitura do jornal foi essencial para a formação dele''.
Reconhecendo também a ajuda das notícias em sua própria formação, a professora afirma que as matérias preferidas estão no primeiro caderno, com noticiário político, geral e do mundo, além dos informes e artigos, incluindo o tema educação. ''É muito importante estarmos sempre atualizados''.
Formação - A participação dos jornais na formação do leitor é cada vez maior. E o número de jovens que buscam essa alternativa, como forma de adquirir conhecimento e se manter informados sobre tudo o que está à sua volta, também é crescente.
O consultor empresarial, Jeferson Dias Santos, de 25 anos, é um desses casos. Ele tem o hábito da leitura de jornais desde a adolescência. ''Comecei a assinar jornais quando estava fazendo cursinho. Precisava me inteirar das coisas que aconteciam na cidade e no mundo para ajudar no vestibular''. Quando criança lia gibis, livros infantis, revistas. ''Aos poucos você vai aprimorando a leitura''.
Hoje, o leitor busca todo tipo de informação na leitura dos jornais, sempre visando a atualização. ''Gosto de ler as páginas de política, economia e entretenimento. Só acho que os jornais deveriam trazer matérias mais atualizadas''.
Formado em Direito, Santos considera que a leitura dos jornais ajuda também no trabalho. ''Você está sempre atento às notícias, a tudo o que acontece, e isso é muito importante'', avalia.
A atendente de call center Aline da Silva Machado, de 20 anos, também é leitora assídua de jornal há dois anos. ''Resolvi assinar o jornal para ter mais informações, saber das notícias da nossa cidade, ver a programação do cinema e dos eventos. Gosto de estar bem informada''.
Depois que iniciou o hábito da leitura diária, não consegue mais ficar sem o jornal. ''Gosto de ler a coluna social, os serviços, o caderno especial e o caderno de cultura. Já utilizei o serviço dos classificados em várias ocasiões, inclusive para ajudar amigos. Sem o jornal me sinto desatualizada''.
Senso crítico - O advogado e professor de Direito Penal da Universidade Estadual de Londrina (UEL), David Alfredo, assina vários jornais. Alguns em casa, outros no escritório.
''Preciso estar sempre bem informado. Para o meu trabalho é imprescindível'', comenta Alfredo, acrescentando que a boa informação é fundamental para a evolução cultural e para a informação geral da sociedade. ''Desenvolve o senso crítico, você fica atualizado sobre tudo o que acontece''. Entre os cadernos preferidos estão os editoriais de cidades, mundo e algumas matérias do Caderno Dois.
Em locais menos prováveis, o jornal também faz parte do dia-a-dia dos trabalhadores. Mestre-de-obras há 20 anos, Olandim Gomes Ribeiro, de 53 anos, sempre gostou de ler jornais. ''Quando era mais jovem lia mais. Hoje, por causa do horário do trabalho, é mais difícil''.
O jornal é comprado todos os domingos. As páginas preferidas são as de esportes e os classificados, além das notícias da cidade. ''É importante estar informado. Se tivesse mais tempo, com certeza leria mais'', garante, explicando que a rotina árdua do trabalho, impede o maior contato com as notícias.


