Joelhos. Você já pensou com mais carinho nos seus? Graças a eles conseguimos fazer atividades banais como andar e sentar.
Temas como lesões de menisco e problemas em ligamentos aparecem com frequência nos noticiários esportivos mas não são privilégio dos atletas de ponta. Qualquer pessoa, independente de praticar algum esporte ou não está sujeita a ter uma lesão nos joelhos.
Calçadas não conservadas e escadas são bons exemplos de armadilhas para os joelhos de qualquer sedentário. O problema é tão importante que um grupo de médicos de Londrina criou o ''clube do joelho'' para discutir os avanços no tratamento de lesões que atingem essa articulação.
Questões relacionadas a joelhos são o terceiro motivo que mais leva pacientes a buscar atendimento ortopédico, segundo o ortopedista especialista em medicina do esporte com diploma em cirurgia do joelho, Wilson Campos. Doenças no joelho só perderiam para problemas de coluna e ombro. ''Ninguém está livre de ter um problema no joelho'', afirma o ortopedista Paulo Vinícius Lopes. A lesão pode ser desde uma pequena torção cuja recuperação é rápida, até um problema mais grave em que a única solução seja a colocação de uma prótese total de joelho.
Quando ocorre oproblema, na hora de comparar atletas e sedentários são constatadas realidades diferentes. O período de recuperação das lesões dos sedentários é maior. A culpa disso está no condicionamento físico. ''O atleta tem bom preparo físico e capacidade de se refazer mais rapidamente de uma lesão,'' relata Campos. Outro fator relacionado ao condicionamento está no fato de que o corpo de uma pessoa sedentária não possui os músculos fortalecidos o que auxiliaria a regular os impactos que atingem a articulação, explica Lopes.
''Não há plantão que não atenda atletas de final-de-semana com problemas de joelho'', contabiliza Campos. Segundo ele, os casos são decorrentes principalmente de acidentes em jogos de futebol. Os atletas de final de semana não costumam usar o tênis adequado, jogam em terrenos irregulares e muitas vezes de maneira afoita. São fatores que aumentam as chances de começar a semana com um problema no joelho.
Uma simples torção pode tirar o ''atleta de várzea'' por poucos dias de campo. Problemas graves podem fazer o médico do sedentário recomendar o afastamento para sempre da pelota, a fim de evitar novas lesões em uma região já comprometida.
A cirurgia é um do tratamento recorrente para problemas de ligamentos, menisco, cartilagem e artrose, considerados os problemas mais comuns pelos ortopedistas (veja a ilustração). A recuperação completa depende também sessões de fisioterapia. Casos menos graves podem ser tratados inclusive só com os exercícios.
Mesmo antes da operação, devido a dor, a pessoa utiliza menos a articulação. Com o desuso ela começa a atrofiar, explica o fisioterapeuta Ruy da Costa Filho. Depois da cirurgia, a articulação perde o reflexo involuntário para realizar atividades como subir os degraus de uma escada, por exemplo. Através dos excercícios de fisioterapia, a articulação é estimulada e readquire esses reflexos. Fortalecer e possibilitar que a articulação ganhe mobilidade também são funções da fisioterapia.
Costa explica que cada caso é único e exige atividades específicas. O tempo de recuperação também varia de acordo com a pessoa e o problema. Segundo ele, uma pessoa que não faz a fisioterapia até pode recuperar os movimentos, no entanto não totalmente podendo ter problemas futuros com a articulação que não foi bem tratada.

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