João Alberto Vasco de Andrade, mais conhecido como João do Lixo, vem de Bandeirantes, no Norte do Estado, justamente para ensinar seu aprendizado dos últimos 13 anos. ''Há 13 anos, eu peguei uma garrafa vazia e comecei a fazer uma bola, quando morava em Florianópolis. Depois não parei mais e venho correndo o Brasil para ensinar a reciclar'', afirma.
Para João, não existe nada que não possa virar algum objeto útil, lúdico ou decorativo. Fitas velhas, com restos de jeans e pneus furados viram almofadas, como se fossem ''puffs''; retalhos e restos de plástico se transformam em arte e baldes velhos são reaproveitados para a construção de banquinhos. ''A proposta é evitar usar a tinta e a cola, apesar de usarmos um pouco. Esse balde velho aqui, por exemplo, vira banquinho. A decoração de Natal do ano passado veio do lixo doméstico. O lixo é nossa matéria-prima'', aponta para o farto material, à espera da metamorfose.
O especialista em reciclagem lembra que para preservar a natureza, basta um pouco de imaginação. ''A criatividade é um exercício. Esse lixo que a gente reciclou aqui provavelmente iria para um aterro sanitário'', comenta.
As crianças adoraram as atividades. Thomas Christopher Moreira, de 11 anos, não só curtiu a tarde explorando sua criatividade na confecção do material reciclado como também aprendeu a dar mais valor ao ''lixo que não é lixo''. ''Achei bem legal e instrutivo. Aprendi a reciclar as coisas e que você não pode jogar fora as coisas que ainda dão para usar'', fala, enquanto finaliza a decoração feita a partir de plástico colorido e um galão usado.
''Agora eu sei cortar e colar as coisas e aprendi algumas coisas importante para preservar a natureza. Fiz esse banquinho aqui'', ilustra Eliana Viadeski Sutil das Dores, de 13 anos, aluna da 7 série da escola municipal Omar Sabbag. (C.Y.)

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