Até mesmo uma simples calça jeans pode ganhar status de bilionário. Esqueça as Diesel, Seven e Evisu que batem R$ 1 mil e assanham as consumidoras de alto calibre financeiro no Brasil. A atriz-cantora Jeniffer Lopez exibiu em fevereiro em Nova York uma calça criada especialmente para homenagear suas curvas e sua grife de roupas, Sweetface. A calça foi feita pela joalheria suíça Steinmetz e tem pequenos diamantes no lugar dos rebites. No lugar do botão, uma pedra perfeita de 17 quilates. O preço: US$ 2 milhões.
''Hoje é possível extrapolar esse conceito de luxo absoluto para qualquer área de consumo, de carros a canetas, passando por bebidas, jatos e propriedades imobiliárias'', diz Ferreirinha. ''E toda grande empresa está interessada em mostrar o que é capaz de fazer. Estes produtos funcionam como uma espécie de vitrine para seus outros negócios.''
No mundo das tendências de marketing, o fenômeno já tem até nome. O jornalista e consultor canadense Tyler Brule, criador de outra bíblia da boa vida, a britânica ''Wallpaper'', batizou a onda de ''ber premium'' (conjunção da palavra alemã ''ber'', que poderia ser traduzida aqui como ultra, e da inglesa ''premium'', que significa superior). ''A idéia de luxo se reduziu hoje a um termo batido e usado de forma equivocada'', diz Brule, que além de ter um nome de sobremesa francesa é dono de uma consultoria que atende grifes como Prada e Stella McCartney e a loja de departamentos Marks&Spencer.(A.E.)

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