Jato e auto-bronzeadores podem ser benéficos
Pelo menos duas das três opções de bronzeamento apresentadas pela reportagem da Folha não enfrentam a resistência da dermatologista Rosa Calland, sócia da Academia Americana de Dermatologia e especialista no assunto pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Os tratamentos com cremes, como o jato e os auto-bronzeadores, não oferecem risco algum. Já o bronzeamento artificial requer muito bom senso antes de ser utilizado, alerta.
Segundo a dermatologista, os cremes, feitos à base da diidroxiacetona, são inofensivos. Eles simplesmente reagem com a queratina da pele, produzindo a pigmentação marrom. Há alguns estudos que inclusive apontam benefícios destes tratamentos, que podem oferecer mais proteção, explica ela.
Já o bronzeamento feito com radiação (tanto o artificial quanto o próprio Sol), é visto com reservas pela médica. Sol demais nunca faz bem. E o que ninguém se dá conta é de que o bronzeamento artificial aumenta significativamente o tempo de exposição da pele, pois as pessoas que optam por ele não deixam de tomar sol, no trabalho, na rua ou em qualquer outro lugar, afirma.
A recomendação de Rosa para quem não abre mão do bronzeado é a de que usem o bom senso, com muita responsabilidade. A radiação das cabines pode acelerar o envelhecimento da pele, pois os raios UVa, predominantes nesta técnica, penetram mais profundamente. Se é para tomar sol, que as pessoas tomem fazendo exercícios. Além de fazer bem para a mente, a luz penetra na retina produzindo serotonina, um hormônio muito importante para o homem. Na cabine artificial, nem podemos olhar a luz, pois temos que ficar de óculos. (Reportagem Local)





