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PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de julho de 1997
Iara Lessa 
Pela longa estrada da vida, eles seguem, a cada ano, revisando, revisando e revisando o extenso e exaustivo conteúdo de quase toda a vida escolar. Obstinados, esses vestibulandos de muitas viagens, já estão acostumados com as provas. Nem ficam mais nervosos. Escolados, eles tentam, mais uma vez, uma vaga na UEL.
O martírio já começou novamente para Elyvelton Paes, que tenta pela quarta vez uma das dez vagas oferecidas no curso de Relações Públicas noturno. Elyvelton, que estuda cerca de dez horas por dia, acredita que seu principal inimigo nesta batalha seja o número muito limitado de vagas e, no caso específico do Vestibular de Inverno da UEl, a grande concorrência. Fica todo mundo de olho no vestibular de inverno. Quem não passou no começo do ano está de novo, como eu, tentando. É um sufoco para conseguir, desabafa.
Elyvelton já encara o Vestibular (esse monstro de sete cabeças) como uma coisa corriqueira, depois de tanto tempo a adrenalina nem faz mais efeito. Não dá pra ficar nervoso, e isto, é uma grande coisa. Muita gente que estudou o ano inteiro e sabe tudo, se desepera na hora. Pelo menos por isso eu não passo mais.
Também na luta por uma vaga no curso de Relações Públicas só que no período matutino está Renata Aparecida Ultramar, que já passou por isso outras duas vezes. Renata, que também estuda com Elyvelton, concorda com o colega sobre o limitado número de vagas. Fica difícil conseguir uma das dez vagas do curso.
Renata, que passa suas tardes enclausurada na Biblioteca Central de Londrina cercada de livros e apostilas, ainda sente um certo frio na barriga quando pensa no teste, mas garante que o nervosismo não vai atrapalhar.
Um dos conselhos desses dois veteranos para quem vai enfrentar o Vestibular pela primeira vez é a dedicação às matérias espefícicas da área. Não adianta você estourar na prova de biologia se você está prestando Direito. É preciso saber um pouco de tudo, mas no caso das matérias específicas é bom ficar cobra no assunto, revelam.
A opinião também é compartilhada por Adriana de Almeida Silva, que há quatro anos enfrenta os testes na UEL em busca de um lugar no campus. Adriana, que começou pleiteando uma vaga em Direito mais agora está na disputa por uma vaga no Curso de Administração noturno, resolveu prestar mais atenção nas matérias específicas. Estudo essas matérias como nunca havia feito na vida, vamos ver se vai dar certo.
Outro escolado em vestibular é José Maurício Bigati, que já passou por essa experiência seis vezes, incluindo um vestibular para a Universidade Federal do Paraná. José Maurício tenta finalmente chegar ao curso de Psicologia, onde vai disputar com mais 715 inscritos uma das 40 vagas oferecidas pela UEL. José Maurício aponta como principal inimigo dos vestibulandos, principalmente os inscritos para o teste de inverno, as grandes e inúmeras festas que rolam em Londrina. Para fazer o vestiba é bom estar com a cabeça em dia. Esse negócio de festar o tempo todo acaba em encrenca. Já passei por isto e sei como atrapalha, ensina Maurício que pretende ficar recluso, pelo menos durante esses quatro dias, dedicando-se às suas apostilas.


