A hidrelétrica entra no novo milênio como a primeira colocada no ranki ng mundial da produção de energia
Arquivo FolhaO enorme vertedouro de Itaipu pode ser apreciado pelos turistas como parte de passeio de uma hora e meiaAos 25 anos, completados em maio, a Hidrelétrica de Itaipu ainda impressiona pelo gigantismo, o que lhe rendeu o título de ‘‘Obra do Século’’. Operando com sua capacidade total e superando seguidamente os próprios recordes de produção de energia – já na casa dos 90 bilhões de kilowats/hora –, ela chega ao século 21 pronta para novos desafios. Quando as duas novas turbinas, que se somarão às 18 já existentes, entrarem em funcionamento, vão acrescentar mais 1,4 mil megawats na produção.
A sua capacidade produtora será suficiente para mantê-la, na entrada do novo milênio, como a primeira colocada no ranking mundial na produção de energia. Motivos já bastante suficientes para tornar Itaipu uma atração turística permanente em Foz do Iguaçu. Porém, a maior hidrelétrica do planeta ainda alcança mais: a dura obra de concreto convive em perfeita harmonia com a arte, o lazer e a cultura.
Somadas as visitas às margens brasileira e paraguaia, de 1977 a setembro deste ano a hidrelétrica recebeu 10.322.284 pessoas, do Brasil de outros 167 países. A viagem para dentro do universo de Itaipu sempre começa com a apresentação do filme ‘‘Itaipu-Geração Energia’’, com 18 minutos de duração, no Centro de Recepção de Visitantes. A empresa oferece, gratuitamente, três tipos de visitas: turística, especial e técnica.
O roteiro turístico permite ao visitante observar o vertedouro, parar no mirante central do lado brasileiro e ter uma vista panorâmica do lago e da usina. Essa visita tem duração de aproximadamente uma hora e meia. Na visita especial, com duração média de duas horas, o grupo – de, no máximo, 12 pessoas – conhece também a Sala de Controle Central, a Sala de Despacho de Carga, o Piso dos Geradores e as ‘‘catedrais’’ da barragem.
A visita técnica é dirigida apenas aos profissionais da área, funcionários de empresas do setor elétrico e autoridades. O roteiro inclui as fundações da barragem, eixo da turbina, Sala de Comando Central, Despacho de Cargas e Piso de Geradores. Nesse roteiro, o visitante consome cerca de duas horas e meia. Para fazer as visitas especial e técnica é preciso agendar o passeio com antecedência. As máquinas fotográficas e as filmadoras podem ser utilizadas sem restrições.
Para manter viva a história da região – transformada por Itaipu, que domou as fortes correntezas do Rio Paraná –, a empresa mantém o Ecomuseu. Fundado há 12 anos, o Ecomuseu possui um acervo que inclui peças arqueológicas, animais empalhados e exemplares vegetais de espécies nativas da região.
Além de realizar exposições fixas e itinerantes, promovidas com o material do acervo, o museu ainda desenvolve um trabalho permanente de educação ambiental com as populações dos 16 municípios paranaenses banhados pelo lago. Instalado próximo ao portão de entrada da usina, o Ecomuseu também pode ser visitado gratuitamente, de segunda a sábado.
A hidrelétrica acrescenta ainda em seu histórico a participação em uma pesquisa inédita na criação de um banco de embriões de felinos ameaçados de extinção. O trabalho é desenvolvido no Refúgio Biológico Bela Vista, instalado em uma área de 1.920 hectares de mata nativa, que já reproduz outras cinco espécies animais da região.

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