Perto de completar 13 anos, Diego, que acompanhava Luana quando ela foi sequestrada, é um menino quieto, de pouca conversa. Angustiado pelas lembranças daquele dia triste, o menino diz apenas que espera reencontrar a irmã. Enquanto isso, tenta levar uma vida normal.
Cursando a segunda série, ele vai à escola todos os dias com as irmãs mais novas e, no período da tarde, fica em casa com as duas. Na conversa com a equipe de reportagem, ele fala do susto e do medo quando foram rendidos pelo caminhoneiro. ''Ele me amarrou, correu atrás de mim e me bateu na cabeça com um pedaço de pau. Eu desmaiei''. Depois de recobrar os sentidos, Diego voltou para a rodovia e foi encontrado por duas mulheres que o encaminharam para o Conselho Tutelar de Prado Ferreira, município vizinho a Florestópolis.
O primeiro contato foi feito com a então conselheira Sônia Maria Sanches de Oliveira, que obteve as primeiras informações de Diego. ''Ele estava muito assustado, vomitava muito e só dizia: ''Ele levou minha irmãzinha''. As únicas informações que Sônia conseguiu retirar do menino foram de que o caminhão era ''branco de alumínio''. Diego chegou a passar pelo processo de hipnose, em Curitiba, para que a polícia conseguisse obter mais informações sobre o caso.
Ainda hoje o trauma de Diego é grande. O menino sente-se inseguro até mesmo para sair de casa e ir até a casa da avó, que fica a poucos metros. ''Alguém tem de ficar olhando pela janela até ele chegar lá. Se sair da janela, ele volta correndo'', conta a mãe.(M.O.)

mockup