Irmandade fortalece trocas e parcerias
A denominação de cidades-irmãs surgiu após o fim da 2 Guerra Mundial para pôr fim nas animosidades que cercavam alguns países da Europa, principalmente a França e a Alemanha. A princípio, essa condição nasce de um clamor popular, quando, por exemplo, há muitos imigrantes de determinada etnia. Esse é o caso da Lapa, município da Região Metropolitana de Curitiba que possui relação de irmandade com a cidade de Istrana, na Itália, de onde vieram muitas das famílias que ajudaram a formar a população lapeana.
Outra forma de criar esse vínculo são as relações institucionais de governo. Um exemplo dessa condição é a coreana de Suwon, cidade-irmã de Curitiba. Em 2006 elas assinaram o protocolo de irmandade para trocar experiências sobre o gerenciamento urbano. Segundo a Diretora do Departamento de Relações Internacionais da prefeitura de Curitiba, Lara de Lacerda Rodrigues: ''São duas cidades modernas que procuram soluções para seus habitantes no que tange a preocupação ambiental e o transporte sustentável''.
O título de cidade-irmã também facilita a formação de intercâmbios tecnológicos e estudantis. Há algum tempo, São José dos Pinhais enviou a pianista Semitha Cevallos para Poznan, sua cidade-irmã na Polônia, para uma especialização na obra do compositor Choppin.
Mas não é a única forma desse tipo de relação, segundo Lara, outra vertente é a cooperação técnica, onde duas cidades trocam experiências sobre um assunto específico. ''Não é irmandade, é um processo mais focado e objetivo'', explica. (A.A.)





