Ira! - Show de apresentação do repertório do CD ‘‘7’’. Sexta-feira, dia 17, no Aeroanta (Rua Piquiri, 289, fone: 233-5134). O preço dos ingressos não foi fornecido.Luiz Claudio Oliveira

DivulgaçãoO grupo Ira! mostra no Aeroanta o repertório do novo CD, ‘‘7’’, lançado no final do ano passadoA banda paulista Ira! faz uma única apresentação no Aeroanta nesta sexta-feira, dia 17, mostrando repertório do seu mais recente CD, batizado simplesmente de ‘‘7’’. Mas para não deixar os fãs na mão, serão também tocadas músicas das várias fases de sua criativa carreira.
O disco e o show mostram que os projetos paralelos comandados pelos líderes da banda, o guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi, não prejudicaram o trabalho do grupo. Edgard Scandurra lançou o segundo disco solo, ‘‘Benzina’’, além de estar presente como parceiro e guitarrista de Arnaldo Antunes. Nasi já lançou três CDs com a banda paralela Nasi e Os Irmãos do Blues, com boa aceitação de mercado.
O CD ‘‘7’’ teve bom acolhimento da crítica e isso é um ótimo sinal para o show pois o Ira! sempre foi bem melhor no palco, com seus integrantes não deixando nada para depois durante os espetáculos. Eles sempre se apresentam com muita garra e determinação, o que levou a banda a ter um público fiel nos quatro cantos do país.
Coincidência ou não, em tempos que Eric Burdon voltou a tocar no Brasil e até teve participação especial no disco do Camisa de Vênus, o Ira! gravou ‘‘The House of Risin’ Sun’’, sucesso na voz de Burdon e The Animals. Além disso, recorrendo ao passado, o novo CD traz também uma versão ao vivo, nunca antes lançada, da música ‘‘Nasci em 62’’, um dos grandes sucessos da banda. Outra surpresa também vem dos anos 60, é a releitura da música ‘‘Você Não Serve Pra Mim’’, de Roberto Carlos.
No mais, o Ira! continua com letras contundentes, o vocal gritado e sentido de Nasi e a diabólica guitarra de Edgard Scandurra, o melhor guitarrista brasileiro na área de rock e pop do momento. Com ele não tem essa de ficar fazendo escalinhas em alta velocidade. As suas notas e acordes são todos sentidos, como se saíssem direto da alma. Quando estão juntos, Scandurra e Nasi mostram a todos a velha máxima que a técnica é apenas uma coisa que tem que se saber e praticar como auxílio para se exteriorizar um sentimento. Ela não se justifica em almas vazias.

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