Imóvel é uma opção segura de investimento. O rendimento é maior que a poupança ou mesmo a bolsa de valores. Quem compra na planta para revender no lançamento pode lucrar até 30% em três anos. O único problema é a falta de liquidez, que significa dificuldade de resgatar valores numa possível emergência. Porém, o imóvel pode ser uma fonte de renda interessante caso o proprietário opte pela locação.
Pelo perfil de cidade prestadora de serviços, Antônio Eduardo Nogueira, professor de Macroenomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), observa que Londrina concentra um mercado imobiliário de característica peculiar. Pais que adquirem apartamento para o filho morar enquanto cursa a universidade e depois destinam ao aluguel, gerando uma fonte de renda constante.
''Mesmo quem não queira alugar, depois na hora de vender já consegue ganhar numa possível valorização'', salienta ele. Numa situação hipotética, onde o imóvel não está bem localizado, seu rendimento médio é de 0,5% - igual ao da poupança. ''Mas se for bem localizado esse número pode chegar a 1%. Nesse caso dá para ganhar mais que com a poupança'', assinala, lembrando que a desvantagem do mercado imobiliário é a dependência de demanda.
Por sua vez, a diretora do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Edi Duim, observa que mesmo a alta demanda por apartamentos, residências pequenas em condomínios horizontais surgem como nicho promissor. ''Hoje há pessoas que não querem morar em apartamentos. Eles trocam toda aquela infraestrutura como academias e piscinas por uma pequena área individual para receber visitas'', exemplifica, citando o público de terceira idade como foco, ao lado de jovens casais de profissionais liberais.
Retorno
Edi ressalta que atualmente investir em imóveis menores é uma opção mais rentável. ''O alto padrão e com mais de três quartos não deixa de ser investimento, mas é a longo prazo. O retorno demora mais. Mas quiser retorno no curto prazo o imóvel menor é mais interessante'', analisa a diretora, citando a demanda por locação do apartamentos e casas menores como fator preponderante.
Em meio a programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida - que oferece facilidades na hora de adquirir o primeiro imóvel - Nogueira aconselha ter cautela antes de fechar o negócio. ''O importante é ter renda. Quando se fala em automóvel e imóvel esse fator é preponderante, pois a dívida será a longo prazo'', assevera.
Uma das modalidades mais rentáveis é comprar o imóvel na planta. O valor antes do término e lançamento da obra costuma ser 30% menor, o que cria um promissor setor de negócios. Antônio Eduardo Nogueira alerta para uma única preocupação: verificar o histórico da construtora da qual se está comprando. ''Ir na Prefeitura saber se o projeto está aprovado é uma dica. Isso é importante para depois não ficar na mão'', alerta o economista. ''Se for uma empresa consolidada na região, vale a pena'', completa.

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