Investimento na base do taekwondo é modelo
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de dezembro de 2006
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
Londrina é a cidade do Brasil que mais investe no trabalho de base no taekwondo. Quem garante é o técnico da seleção brasileira, Fernando Madureira, que mantém também a academia mais tradicional da cidade, que leva o seu nome. Somados os seis pólos de iniciação na modalidade espalhados pelo município, o treinador calcula que aproximadamente 600 crianças estejam envolvidas com o esporte. É um público novo, que vem dos bairros da periferia e que treina de graça. Nestes locais descobrimos novos talentos, afirma.
Os pólos, iniciados há quatro anos, são mantidos pela Associação Londrinense de Taekwondo e pelo Projeto Futuro, da Fundação de Esportes de Londrina (FEL). Os locais são os colégios IEEL (Centro), Castaldi (Zona Oeste), Adélia Barbosa e Ginásio do Conjunto Maria Cecília (Zona Norte), CAIC (Sul) e uma escola estadual da Zona Leste.
Alguns dos atletas que vieram destes pólos hoje integram a equipe de competição da Academia Madureira. São os casos de Tamires Santos e Juan Setsuo, os dois medalhas de bronze no Pan-Americano Júnior de 2005, em Aruba. Outros são Paulo Rogério e Marlon Rossini, campeões brasileiros sub-17 este ano.
Paralelamente ao trabalho de base, a academia passou a receber, a partir de 2003, muitos atletas de fora que já integravam a seleção brasileira, casos de Diogo Silva, Gilvan Santos, Tâmara Maria e Licínio Soares. Eles me pediram para vir pra cá para treinar junto com o restante da seleção e porque aqui os técnicos se dedicam integralmente ao taekwondo, o que não ocorre nas outras cidades, explica Fernando Madureira.
Os estrangeiros vieram se juntar aos atletas da cidade que já figuravam nas convocações da seleção brasileira, como Natália Falavigna, Rodrigo Ferla e Mariana Kaminagakura. Posso dizer que hoje, 60% dos atletas das seleções A e B do Brasil estão aqui conosco fazendo trabalho de desenvolvimento, diz Madureira.
Para ele, a presença dos atletas de ponta na cidade não desvia a atenção do trabalho com os iniciantes. Na verdade são coisas que se complementam. Preciso sempre ter uma base ampla para surgirem novos atletas que irão alimentar nossas equipes de competição. Mas é importante também ter os lutadores de alto nível aqui para os garotos se espelharem neles e acreditarem que um dia poderão chegar lá, comenta o treinador.


