Curitiba - Inverno é tempo de comer muito e fazer poucos exercícios, certo? Errado! Na época mais fria do ano é preciso cuidar da alimentação tanto quanto no verão e não relaxar com as atividades físicas. Se tem gente que fica com preguiça de sair da cama quentinha para ir à academia ou ao parque, há pessoas que não começam um dia de trabalho sem cair na piscina. Mesmo que os termômetros estejam lá para baixo, situação comum em Curitiba, entre os meses de junho e agosto. Os hábitos podem mudar um pouco na estação mais gelada, mas qualidade de vida também se aplica ao inverno.
O empresário de Curitiba Paulo Schibeloske, 42 anos, mergulha na piscina da academia logo de manhã e o ritual é repetido de terça-feira à sábado, das 7 horas às 8h40, independentemente da temperatura. "Eu levanto às seis horas todos os dias. Não é fácil. Mas com o tempo, a gente vai se habituando. Depois do treino de natação, eu saio mais animado para o trabalho", conta.
Essa rotina diária de exercícios começou há oito anos e desde então o empresário não se lembra de ter ficado gripado. "Eu me alimento muito bem", resume Paulo. No cardápio, muitas frutas e verduras. Consome pouca carne e evita doces e refrigerantes. Como ninguém é de ferro, a única concessão vai para a cerveja.
Mas nem sempre Paulo Schibeloske deu tanta atenção para a saúde. Antes de começar com a natação, ele lembra que fumava duas carteiras de cigarro por dia. Como era de se esperar, naquela época, o empresário não aguentava caminhar 500 metros. A situação mudou depois que matricular-se na academia. Há cinco anos, começou a treinar para competir e em 2009 fez sua primeira travessia, no Litoral de Santa Catarina. Hoje, ele já se prepara para competir provas de triathlon, que exige natação, corrida e ciclismo.
A coordenadora do Setor Aquático da Academia Gustavo Borges, Ândria Dickoy Sato, lembra que a natação reforça as paredes musculares e ativa a circulação sanguínea, fazendo com que se sinta menos frio durante o dia. Ela explica que a natação pode ser praticada no inverno, em piscinas aquecidas, sem risco à saúde. Mas é preciso alguns cuidados, como usar um roupão e calçar chinelos ao sair da água, secar o cabelo e esperar alguns minutos antes de deixar o ambiente aquecido da escola.
O poder da corrida
Foi buscando um substituto mais barato para a escola de natação que o publicitário Bruno Real, de Curitiba, descobriu primeiro a caminhada e depois a corrida de rua. "Comecei a caminhar, mas o corpo começou a pedir mais", conta. Um problema no joelho quase o tirou da corrida, mas um livro mostrou uma luz no fim do túnel: "Nascidos para correr - a experiência de descobrir uma nova vida", de Christopher McDougall (Editora Globo). Conhecendo a história dos índios Tarahumara, considerados os melhores corredores do mundo (superando muitas vezes a resistência de maratonistas muito experientes), o publicitário curitibano descobriu os benefícios de correr descalço ou com tênis mais baixinhos. Segundo Bruno, a musculatura agradeceu a mudança e hoje ele faz até corrida em montanha.
"Correr é muito prazeroso", afirma Bruno. "Eu corro em qualquer época. Com sol, chuva ou a zero grau", garante o moço, que prefere fazer atividade física no final da tarde. "Para mim, esporte é igual tomar banho. Não tem que parar porque é inverno". Depois que passou a correr, o moço emagreceu 14 quilos.


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