Instrumento ainda não obrigatório pela legislação ambiental, o Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) tem crescido entre as grandes empresas brasileiras com auxílio do Programa GHG Protocol Brasil. O programa já conta com gigantes como Itaú, Votorantin, Embraer, Natura, O Boticário e Copel.
  O Inventário determina quantidade e origem das emissões que podem ser reduzidas e é considerado o primeiro passo para que uma empresa consiga contribuir de forma efetiva para o combate à mudança do clima.
  A Cooperativa Agroindustrial Cocamar está finalizando o Inventário realizado em seu complexo industrial em Maringá. De acordo com o coordenador de Gestão Ocupacional e Ambiental, Nilo Fabre Junior, a intenção é traçar um diagnóstico das emissões de GEE.
  ‘‘O Inventário vai mostrar onde estamos gerando mais gases de efeito estufa. Em cima disso, vamos tomar ações para otimizar equipamentos, sistemas e padrões com objetivo de reduzir esse volume’’, conta Fabre. Os dados já levantados indicam que há espaço para se trabalhar na melhoria da eficiência energética e minimização no uso de recursos naturais, especialmente a água.
  O professor da UFPR Carlos Roberto Sanquetta crê que o mercado de Inventário entre as empresas privadas está crescendo em ritmo veloz. Responsável pelo estudo realizado na Cocamar, juntamente com a empresa de consultoria Master Ambiental, de Londrina, Sanquetta reclama que o poder público paranaense ainda está atrasado neste setor.
  ‘‘Ao que sei, a única prefeitura que começa a se mexer para realizar seu inventário é a de Curitiba. E, em nível estadual, o que se tem é apenas um inventário parcial, relativo a resíduos. Infelizmente, ainda há muito por fazer nesta área.’’

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