Arte, filosofia, ciência e tecnologia. A pessoa que inventa algo, possui cada um destes tipos específicos de saberes humanos. É por isso que o presidente da Associação dos Inventores do Paraná (AIP), Marcelo Mendes, ressalta a importância do inventor para a sociedade. Ele explica que, para uma pessoa ser considerada, de fato, um inventor, é preciso que ela tenha depositado o pedido de patente da invenção.
''Normalmente o inventor é um engenheiro ou um técnico que passa a observar problemas em sua volta e passa a utilizar seu conhecimento prático para uma tecnologia. O inventor cria algo que é novidade, tem que ter uma reprodução industrial e sua invenção não pode causar danos morais nem prejudicar a saúde pública'', conta.
Assim, pode-se considerar que no imaginário do inventor, a arte é usada como o perceptível; a filosofia, como o representável; a ciência, como o possível e a tecnologia como o realizável, o instrumento para a elaboração do objeto.
Para Mendes, também é importante o trabalho dos ''curiosos'', conhecidos popularmente como ''Professor Pardal'' aqueles que vivem tentando inventar ou criar alguma coisa. Segundo ele, é a partir desses curiosos que surgem novas idéias. Mas ainda assim, ele ressalta sobre a responsabilidade que uma pessoa precisa ter no momento em que inventa algo.
''O invento não pode ser considerado negativo. Por exemplo, se uma pessoa inventa objetos de Sex Shops, eles devem ter uma conprovação médica de que aquilo tem uma utilidade. Também precisam ter o pedido no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Existe toda uma responsabilidade civil e criminal para aqueles que inventam'', salienta.(F.B.)

mockup