Inventar distrações em casa também é uma opção
Curitiba - Se colocar os pequenos em uma colônia de férias é inviável e a única opção é ficar com eles em casa, o jeito é inventar distrações para gastar a energia da turma. Dona Catarina Seleme Correa, 62 anos, transforma as tarefas dométicas em jogo para os netos de 1 e 6 anos. ''Na cozinha, eu brinco que tenho um restaurante e eles são meus ajudantes ou fazemos um pic-nic no quintal. Uma caixa de geladeira virou cenário para peças de teatro de bonecos e marionete'', conta.
Ela buscou inspiração na profissão de músico-terapeuta e aposta nas canções para deixar a imaginação das crianças voar. ''Se eu não posso ficar junto, dando atenção, coloco uma música e peço para eles criarem uma coreografia ou desenhar o que estão imaginando'', comenta Catarina.
As brincadeiras são livres, mas a avó tem duas regras. A primeira é que ela precisa participar de tudo. ''Mesmo quando eu preciso fazer outras tarefas, dou um jeito de me envolver no jogo. Só acho que minhas invenções funcionam com eles porque eu interajo o tempo todo''. A outra regra é que todo mundo tem que arrumar tudo depois.
Os primos Henrique Cavalheiro, de 5 anos, e Felipe Kopp, 6 anos, não precisam muito para se entreterem o dia todo. Sob os cuidados das tias-avós Paula e Nelly Kopp, são eles que inventam os jogos com o arsenal de brinquedos que encontram pela casa. ''Tudo vira diversão. Fazem desenhos, montam objetos com material reciclado e brincam de esconde-esconde'', conta Nelly.
Legos e gogo's são os brinquedos favoritos da dupla, que fica na casa das parentes das 7h30 da manhã até às 6 da tarde. As irmãs Kopp relembram que é importante deixar um tempo para o descanso e para um lanche.
Danilo Schier, gerente do departamento de esportes do Clube Curitibano, dá algumas dicas de brincadeiras que podem ser feitas com a garotada em turma ou sozinhos. ''Para poucas crianças ou uma única criança com os pais, uma boa aposta são os jogos de tabuleiro, brincadeiras com argila, pintura de camisetas, em tela, entre outras. Para as turmas dá para brincar de roda e fazer esportes'', recomenda.
Vinicius Tallar, do Sesc Centro, de Curitiba, indica organizar um grupo sob a responsabilidade de um ou mais adultos e fazer passeios em parques, praças ou clubes. ''Tem que fazer de tudo para deixar a criança pular, brincar, suar, extravasar'', diz. Ele recomenda ainda preparar gincanas. ''Muitas atividades podem ser encontradas em livros, é só buscar''. (M.R.M.)





