'Intolerância e violência são marcas do século'
Intolerância e violência
são marcas do século
O Século 20 tem a marca da violência. Foi o mais sangrento da história da Humanidade, considera o rabino Henry Sobel, presidente da Congregação Israelita Paulista, um dos ícones do ecumenismo no Brasil.
Para ele, nos últimos 99 anos anos estão impressas as marcas do brutal assassinato de dezenas de milhões de pessoas, vítimas da intolerância religiosa, política, étnica e ideológica. O Holocausto foi o apogeu da bestialidade, uma das tantas tristes lembranças do século.
Sobel acredita que, se as pessoas querem que o futuro seja melhor do que o passado, é preciso construir pontes entre as religiões, entre as raças, entre os povos.
Para combater inimigos tão nocivos e poderosos quanto a intolerância, o fanatismo e o fundamentalismo, a fórmula surpreende pela simplicidade: nada de armas, exércitos, serviços secretos ou tecnologia, mas o diálogo. É dialogando que conseguiremos evitar que no futuro ressoem os tiros disparados por nós, argumenta.
Para o rabino, cujo sonho é ver no Século 21 o fim das divisões decorrentes de discriminação racial, étnica, religiosa, social ou econômica, a Humanidade precisa desarmar o espírito e se conscientizar de novo da santidade da vida humana, para que a violência se torne uma vaga reminiscência de um passado longínquo.





