Hoje indispensável no dia a dia das pessoas, a internet teve de se tornar onipresente. Ter acesso à rede mundial de computadores, então, deixou de ser restrita ao computador para invadir também os aparelhos portáteis, como tablets e smartphones. Em junho, o número de acessos móveis pelas redes 3G e 4G chegou a 137,7 milhões no Brasil, dos quais 121,9 milhões são de celulares. O volume representa um avanço de 62% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números são Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).
Os diversos recursos que os aparelhos celulares possibilitam, entretanto, exigem conexões cada vez mais rápidas. Atendendo ao desejo dos consumidores, a 4G chegou ao Brasil com a promessa de oferecer velocidades até dez vezes superiores à do 3G. O cronograma de cumprimento da cobertura pela 4G para o País estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tinha como primeiro prazo a Copa das Confederações,com o atendimento das cidades sedes do evento, em abril de 2013. Hoje, no Brasil, cerca 120 cidades já são atendidas pela internet móvel mais rápida, inclusive Londrina e outras cidades do Estado.
O termo 4G é a abreviação para a rede de dados de 4ª Geração. No País, o padrão adotado para esta tecnologia foi a LTE, que opera hoje na faixa de frequência de 2,5 Ghz (Gigahertz). "LTE é uma tecnologia móvel de transmissão de dados", explica Leandro Guerra, professor do curso de Engenharia Elétrica da Unopar. "Uma grande diferença em relação ao 3G é que a 4G prioriza o tráfego de dados, proporcionando uma rede de dados mais rápida."
Em tese, a velocidade da 4G é de até 100 Mbps para download e 50 Mbps para upload. No entanto, segundo Guerra, pesquisas revelam que a velocidade de internet para download chega, em média, a 21 Mbps no Brasil. Ainda assim, com esta velocidade, o País fica no terceiro lugar em um ranking mundial, atrás apenas de Austrália e Itália. "Se pararmos para pensar, isso se deve ao fato de a 4G no Brasil ainda não ser muito difundido", opina Leandro. Quanto menos pessoas utilizando o serviço, maior a velocidade.
"Temos altas velocidades sendo atingidas (na 4G)", afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. Segundo ele, as operadoras têm se comprometido a entregar velocidades de 6 Mbps a 10 Mbps, mas os acessos têm atingido velocidades até mais altas que isso. Tude explica que as operadoras devem se comprometer a entregar pelo menos 70% da velocidade de banda larga prometida. Caso, por exemplo, a prestadora do serviço prometa velocidades de 10 Mbps, deverá entregar, pelo menos, 7 Mbps de desempenho.
Para utilizar a 4G, o usuário precisa ter um chip próprio para a tecnologia, um aparelho compatível – que funcione na faixa de frequência de 2,5 GHz ou 2,6 Ghz –, e estar na área de cobertura 4G de uma operadora. O serviço pode estar disponível em planos pré ou pós-pagos, dependendo da operadora.

Imagem ilustrativa da imagem Internet móvel de última geração