Cachoeiras, praias, lagos, montanhas e muitas pousadas, a diversidade de atrações turísticas do Paraná é tanta que fica difícil escolher qual o próximo destino. Das 399 cidades do Estado, 73 são cadastradas pela secretaria Estadual de Turismo (Setu) com potencial turístico.
As possibilidades variam desde turismo cultural, caracterizado por proporcionar um conhecimento sobre a região, passando pelas festas religiosas e as atrações naturais de cada município. ''A orientação que temos agora do Ministério do Turismo é trabalhar o espaço regional. Assim poderemos oferecer um roteiro mais amplo'', explica o secretário estadual de Turismo, Celso Caron.
Em fevereiro, Caron deve reunir-se com os novos secretários municipais responsáveis pelo desenvolvimento do setor para mapear o Estado e sugerir formas de aperfeiçoamento do turismo. ''A gente oferece sempre apoio lojístico, por exemplo quando a cidade precisa de um técnico'', conta Caron. Quanto ao apoio financeiro, o secretário afirma que somente alguns projetos têm o apoio estadual. Ele não soube precisar quantos foram beneficiados no ano passado.
Um exemplo de cooperação entre municípios é a região dos Campos Gerais. Desde 1994, 21 cidades uniram-se para aumentar a força política daquela área, segundo conta a assessora executiva da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), Danielle Fernandes de Oliveira. ''Há quatro anos, a associação começou a desenvolver o seu primeiro produto turístico: a Rota dos Tropeiros'', lembra Danielle. (ler box).
Um dos 21 municípios associados é Arapoti (149 km ao sul de Jacarezinho). Localizada no norte do Paraná, a cidade de 49 anos teve grande influência da colonização européia a partir do início do século XX, antes mesmo de sua emancipação. A colônia holandesa foi, sem dúvida, a mais marcante, tanto que um dos atrativos é o Moinho Holandês. ''A influência arquitetônica também pode ser vista pela cidade'', conta o vice-prefeito, Édson dos Santos.
Assim como outras cidades paranaenses, Arapoti não é só sinônimo de turismo cultural, e sim de turismo natural. A reserva Ecológica Poty, que fica na Rodovia Parigot de Souza, guarda um pouco da vegetação nativa do local. ''Lá o visitante pode fazer trilhas e conhecer algumas espécies de plantas em extinção'', explica o técnico do departamento agrícola da prefeitura, Dirceu Júnior. O parque é aberto a visitação, porém não tem estrutura para atender os turistas. ''Fizemos o máximo para não causar impactos ambientais'', argumenta o técnico.
Além do parque, a cidade possui cachoeiras que podem ser visitadas pelos turistas. ''Arapoti é uma cidade que já apresenta uma estrutura hoteleira razoável e boas opções de alimentação'', declara a estagiária de turismo da AMCG, Danielle Regina Korevar. E assim, segundo a estagiária, as cidades maiores dão apoio as menores para melhor desenvolver o setor.

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