Interação entre homem do campo e as tecnologias
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quinta-feira, 30 de março de 2017
Amanda de Santa Especial para a FOLHA 

Um dos grandes destaques da 57ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina é o Pavilhão Smart Agro. Num espaço de aproximadamente 2 mil metros quadrados o antigo Pavilhão Nacional estão concentradas diversas empresas tecnológicas e inovadoras, além de entidades como Senai, Sebrae, Intuel, Peiex, Cintec, Sinfor. No auditório central serão realizadas, durante a feira, diversas palestras, cursos e painéis. O espaço vai funcionar diariamente das 9h às 19h.
O diretor comercial da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Nivaldo Benvenho, explica que a ideia do espaço surgiu a partir da primeira maratona Smart Agro, realizada com sucesso em 2016. "Resolvemos este ano não só fazer o Hackathon, mas criar um ambiente em que os grandes players ligados aos setores de TI e do agronegócio possam trocar ideias", afirma. O 2º Hackathon Smart Agro será nos dias 7, 8 e 9 de abril.
Segundo Benvenho, a SRP, em parceria com as entidades e a IBM, vai criar uma aceleradora dentro da Rural. "Vamos escolher seis projetos, não obrigatoriamente os vencedores da maratona, e trabalhar com eles num ambiente de aceleração, dando suporte jurídico, tecnológico, administrativo", explica. Também será criado um espaço de coworking. Serão, no mínimo, seis meses de tutoria. Uma comissão está sendo formada dentro da SRP para tocar as ações.
Benvenho lembra ainda que o pavilhão será um espaço para a troca de informações entre o homem do campo e as empresas. Para os produtores, será uma oportunidade de levar as demandas do agronegócio ao setor de Tecnologia da Informação. As empresas, por sua vez, vão ouvir os problemas e poderão trabalhar em busca de soluções. "A juventude que vive na área urbana e tem boas ideias não conhece muito bem o campo", lembra Benvenho, justificando a importância desse contato mais próximo.
No "Estande Rotativo", professores do Senai expõem três maquetes para mostrar a automação aplicada ao agronegócio. "Em duas delas, fazemos o controle e monitoramento do que ocorre no ambiente, como o aquecimento ou resfriamento de uma granja, irrigação e dosagem de ração. Na outra, trazemos um pouco de robótica", conta o professor e coordenador da área de automação industrial do Senai, Evandro de Souza Leite. Os comandos para o funcionamento dos sistemas ocorrem por meio de aplicativos de celular. Os protótipos foram criados pelos alunos da instituição.
Segundo Leite, o público em geral é mais usuário da tecnologia e não desenvolvedor. Por isso, o Senai quer mostrar que desenvolver uma aplicação não é algo tão complexo e nem possui um custo muito elevado. No domingo (2), os professores da instituição vão ministrar uma oficina de robótica usando peças de Lego. "Os participantes vão montar um robô e fazer a programação dele", diz. O requisito para a participação é ter 15 anos ou mais e conhecimento mínimo de informática.
Quem visitar o pavilhão também terá a chance de conhecer pessoalmente um exemplar do Twizy, um carro 100% elétrico, que faz parte da gama de quatro veículos da Aliança Renault-Nissan. A analista de relações institucionais da Renault Brasil, Evilym Machado, afirma que o carro possui autonomia para trafegar 100 quilômetros e alcança uma velocidade máxima de 90 km/h. Ele já é utilizado por funcionários da Usina Hidrelétrica de Itaipu. O modelo em exposição possui o padrão carga lenta e precisa de seis a oito horas para ser recarregado. Mas, segundo Evilym, já existem modelos no mercado com padrão rápido, cuja recarga dura no máximo 20 minutos.
No estande da Sercomtel, os visitantes poderão desafiar os amigos para uma corrida de carro em simuladores. Também terão a chance de experimentar a realidade virtual em 360 graus. No mesmo espaço, a telefônica londrinense expõe um protótipo de uma casa com diversas soluções em automação que podem ser acionadas por meio de um controle remoto ou celular. É possível, por exemplo, controlar a temperatura do ar condicionado, abrir ou fechar portas e portões, ligar e desligar eletrodomésticos. É a realidade da internet das coisas.


