Os cerca de 1.700 associados da mais nova cooperativa agropecuária do Norte do Paraná provam que o espírito cooperativista ainda é a melhor receita para o fortalecimento das atividades do campo. Fundada em 6 de dezembro de 1995, a Cooperativa Integrada (Cooperativa Agropecuária de Produção Integrada do Paraná Ltda.) nasceu da vontade de 28 produtores que integravam o quadro associativo da extinta Cotia.
A diretoria foi constituída por Carlos Yoshio Murate no cargo de diretor-presidente; Jorge Hashimoto na superintendência, e o agrônomo Ademar Ajimura como assessor de cooperativismo. Eles permanecem no cargo. Para viabilizar o funcionamento da Integrada, diretoria e associados alugaram a maioria das instalações da Cotia localizadas em 22 municípios.
Já no primeiro ano, o balanço apresentou um faturamento de R$ 96 milhões, subindo para R$ 150 milhões em 97. Segundo Hashimoto, para este ano a estimativa é de um faturamento de R$ 160 milhões.
O movimento de grãos foi de 385 mil t em 97, com estimativa de 420 mil t este ano. A soja tem participação destacada, com cerca de 170 mil t na safra 96/97 e 180 mil t na safra 97/98. Entram em seguida milho, trigo, algodão, café, aveia, ovos e frutas.
Na cafeicultura, informa Ajimura, os cooperados da Integrada devem colocar para venda este ano cerca de 50 mil sacas de café beneficiado, a maioria colhida de lavouras no sistema de adensamento. ‘‘A tendência é da produção dobrar a curto prazo’’, diz Hashimoto. Na fruticultura, a uva tem maior participação, vindo depois o caqui e o abacate.
Um bom exemplo de cooperativismo dos produtores associados, destaca Carlos Yoshio Murate, está no empenho que eles dedicam para fazer a sociedade crescer. Os associados abriram mão das sobras apresentadas nos balanços de 96 e 97 e destinaram os recursos para um fundo de investimento. O objetivo dos cooperados é adquirir com os recursos do fundo as antigas instalações da extinta Cotia.
Além das aquisições planejadas, a cooperativa está investindo em obras. Uma delas é o silo com capacidade de armazenagem de 7 mil t, inaugurada em fevereiro deste ano no município de Quarto Centenário, no Noroeste. Os diretores não fornecem detalhes, mas informam que outras construções estão em estudo.
O setor industrial da Integrada também encontra-se em plena operação. A unidade de fiação de algodão, em Assaí, produz 5 mil t de fios por ano. A unidade de ração, em Londrina, opera com produção anual de 12 mil t. Também em Londrina, a cooperativa está concluindo a construção de uma extrusora de ração, a um custo de R$ 150 mil, com capacidade para produzir 200 t de ração para peixe e cães por mês.
A fábrica de embalagens para ovos, também em Londrina, produz 1,2 milhão de unidades por mês para uso próprio da cooperativa e comercialização. A produção de sementes dispõe de unidades em Londrina e em Mauá da Serra, produzindo cerca de 200 mil sacas de semente de soja e aproximadamente 180 mil sacas de semente de trigo.

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