Com o objetivo de criar um sistema de crédito educativo para estudantes que não dispõem de recursos suficientes para pagar as mensalidades de uma universidade particular, o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior no Estado de São Paulo - SEMESP, pretende constituir nos próximos meses a Fundação de Desenvolvimento do Ensino Superior no Estado de São Paulo.
Esta decisão surgiu como alternativa à falta de recursos da população univeristária e a diminuição das bolsas do sistema de crédito educativo ofertadas pelo Ministério da Educação - MEC/CREDUC.
A Fundação, além de beneficiar os alunos, também pretende melhorar a qualidade do ensino de 3º grau particular através de novas fontes de financiamentos. A iniciativa, segundo o presidente do SEMESP, Gabriel Máário Rodrigues, ‘‘pode se apresentar também como uma solução para driblar os altos índices de inadimplência existente hoje nas instituições privadas de ensino superior.’’
O funcionamento da Fundação, ainda em discussão, deveráá ocorrer da seguinte forma: o aluno recebe bolsa integral ou parcial durante o curso e só começa a pagar o financiamento depois de formado. Para isto, as instituições de ensino contribuirão para formar um fundo de financiamento para estudantes e a Fundação se encarregaráá do gerenciamento destes recursos e da normatização dos ácontratos com alunos.
O presidente do SEMESPá diz que ‘‘a idéia deste modelo de crédito educativo é transformar a inadimplência em bolsa’’. A previsão é de que esta nova linha de crédito estudantil seja implantada ainda neste próximo ano.

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