Inspirados em obras internacionais
Para quem esteve à frente da Prefeitura de Curitiba na época em que o Jardim Botânico e a Ópera de Arame foram construídos, a simples indicação ao prêmio já é uma grande alegria. ''Fico orgulhoso como curitibano e como prefeito que fez a obra'', declara o ex-governador paranaense e ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner. Sua única ressalva é a ausência da Universidade Livre do Meio Ambiente, outra obra de destaque da arquitetura brasileira, entre os candidatos. ''As três mereciam estar'', avalia.
Lerner conta que, na época em que foi construído o Jardim Botânico, em 1991, a intenção da prefeitura era entregar o mais rápido possível um espaço para o desfrute da população. ''Na maioria dos lugares do mundo, um jardim botânico leva mais de cem anos para ficar pronto, nós queriamos entregar imediatamente'', conta o ex-prefeito, que é conhecido internacionalmente como arquiteto e urbanista. Por conta disso, mesmo depois de pronto, o jardim continua recebendo espécies vegetais até hoje.
Além da estufa, inspirada no Palácio de Cristal de Londres e que possui diversas espécies de plantas tropicais, o Jardim Botânico abriga o Museu Botânico, o Espaço Cultural Frans Krajcberg, com exposição permanente do artista e diversos equipamentos esportivos, como quadras de tênis e um velódromo. Mais de 40% de sua área total corresponde a um remanescente florestal típico da vegetação regional. O projeto da estufa e do jardim frontal são do arquiteto Abraão Assad, o nome completo do espaço é Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Rischbieter, uma homenagem a uma das mais importantes urbanistas do Paraná.
A Ópera de Arame, construída em 1992, também durante a gestão de Lerner, é um projeto do arquiteto Domingos Bongestabs. Ela está localizada ao lado da pedreira Paulo Leminski, num cenário que mistura a beleza da natureza, com grande área verde e uma cascata de 10 metros, com a pujança do ferro e do acrílico. Sua estrutura tubular com teto transparente foi inspirada na Ópera de Paris.





