Inovação: a chave do sucesso
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segunda-feira, 03 de dezembro de 2012
Paula Costa Bonini<br>Reportagem Local 
Se nas décadas passadas inovar era um diferencial, hoje a prática é encarada como uma obrigação. Implantar novas ideias, produtos e serviços nunca foi tão necessário. A competitividade do mercado está cada vez mais acirrada e as empresas, independentemente do segmento e do porte, precisam buscar meios para se destacar.
A inovação está entre os três assuntos mundiais mais debatidos atualmente no que diz respeito ao universo corporativo, ao lado do empreendedorismo e da sus-tentabilidade, afirma Irene Hoffelder Vioti, professora de Inovação do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE/FGV).
Questionada sobre o que, de fato, significa inovação, Irene menciona o que traz o Manual de Oslo, editado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Trata-se da implementação de um produto, bem, serviço novo ou significativamente melhorado. De um novo processo, método organizacional das práticas de nogócio na organização, local de trabalho ou relações externas.
Mas para transformar a teoria em prática, a empresa deve oferecer um ambiente propício. É preciso estimular a criatividade dos funcionárias para obter novas ideias. Um clima inovador exige também uma boa comunicação interna, investimento em qualificação do grupo e motivação, pontua, defendendo que é de suma importância reconhecer o empenho das pessoas envolvidas e oferecer recompensas.
Ricardo Magno, consultor do Sebrae/PR, acrescenta que existem dois tipos de inovação: a que vem do mercado, cujas ideias chegam por meio de fatores externos, e a que vem da empresa, em que as práticas surgem no ambiente interno.
Segundo ele, práticas inovadoras não podem acontecer de forma isolada. Muito pelo contrário. Deve-se criar uma cultura de inovação permanente. Somente se houver constância, a empresa se mantém no topo, diz Magno.
Irene salienta ainda que para a empresa se destacar, é fundamental considerar se o que está sendo implantando é socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente correto.
A inovação, observa a professora, traz uma série de vantagens, como redução de custos, crescimento do volume de vendas e melhoria da reputação da marca. Estudos apontam que as empresas que inovam, crescem mais, atesta.
Na avaliação dela, o Brasil é um país criativo, mas as ideias nem sempre são usadas de maneira satisfatória. Já Londrina, na visão do consultor Ricardo Magno, é uma cidade com mentalidade inovadora.
Ele destaca que o Sebrae/PR busca promover a interação das empresas e desenvolve programas que subsidiam a inovação, como o Sebratec. Também temos o Agente Local de Inovação (ALI), em que consultores vão até à empresa, fazem um diagnóstico, sugerem novas ações e realizam um acompanhamento por 12 meses, explica.
Na opinião de Magno, inovação sugere interação. Um ambiente inovador necessita de parcerias com universidades, associações, sindicatos. É importante também que as empresas se conectem entre si. Um dos grandes ativos da inovação é o conhecimento, finaliza.


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