INOVAÇÃO - Embalagem de mandioca
Quais embalagens de alimentos que usamos não são de descarte rápido? E aquelas bandejas de isopor, qual o tempo que elas duram em nossas mãos entre o momento da compra e o do descarte? Essas embalagens são, em sua maioria, descartadas quase que imediatamente após seu uso. Como resultado temos o acúmulo desses produtos em lixões.
Pensando nisso, professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) criaram embalagens feitas de um subproduto da mandioca, o amido. O produto, que ainda está passando por aperfeiçoamento, oferece a mesma praticidade do isopor e ainda é sustentável.
De acordo com a professora do Departamento de Bioquímica e coordenadora do projeto, Suzana Mali de Oliveira, o objetivo é substituir parcialmente o uso e a produção de embalagens de isopor. "Os produtos que são duráveis ou tiveram seu uso adotado nas indústrias continuarão sendo produzidos. Agora, esses que são usados para embalar alimentos e que são descartados rapidamente podem ser substituídos", diz Suzana.
Além de biodegradável, a embalagem de mandioca apresenta a vantagem de ter como matéria prima uma fonte natural e renovável. O Brasil é o segundo maior produtor de mandioca, com 10% da produção global. O problema, por ora, ainda seria o custo, mais alto que das embalagens de isopor.
Para o professor Fábio Yamashita, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos (CCA), é necessário que se criem incentivos para uso de materiais biodegradáveis. "Dificilmente esses materiais vão chegar ao custo dos não biodegradáveis, que são baratos e produzidos em larguíssima escala", afirma ele. "O que vai precisar é uma legislação que obrigue a produção desse material biodegradável."
O desafio do projeto agora é aperfeiçoar as embalagens para ficarem cada vez mais parecidas com as de isopor. "O amido tem características favoráveis para produzir essas estruturas porosas semelhantes ao isopor. Agora estamos testando possíveis revestimentos para impermeabilizar o produto", diz Suzana.






