Infra-estrutura do Estado é destaque
A qualidade de vida pesou, favoravelmente, na disputa entre o Paraná e os outros Estados brasileiros pela atração de investimentos produtivos. O Paraná é um Estado demograficamente bem distribuído, sem as grandes tensões provocadas pelos desequilíbrios regionais encontrados em outras regiões do País.
Além disso, os habitantes do Paraná têm uma infra-estrutura de serviços que colabora para ampliar essa diferença. As empresas públicas de energia (Companhia Paranaense de Energia Elétrica - Copel), saneamento básico (Serviço de Água e Esgoto do Paraná - Sanepar) e telecomunicações (Telecomunicações do Paraná S/A - Telepar) são consideradas modelos de eficiência no País.
Na classificação da Telebrás, estatal que gerencia o setor de telecomunicações em todo o Brasil, o desempenho da Telepar alcançou o índice de aprovação de 9,97 em 95. No mesmo período, o Rio Grande do Sul alcançou 8,32 e Santa Catarina ficou com 7,85.
Com 2.400.598 consumidores de energia elétrica em todo o Estado, o Paraná possuia 255.738 ligações no setor rural, o maior número entre todos os Estados brasileiros.
Na área de educação, eram 12 mil estabelecimentos de ensino de rede pública e privada. O ensino superior também alcançava um perfil capaz de atender a formação e qualificação dos moradores do Estado.
Além da Universidade Federal do Paraná e de cinco unidades do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), existiam 20 faculdades e universidades estaduais, sete faculdades municipais e 38 faculdades e universidades particulares.
O custo da mão-de-obra no Paraná chegava a ser, em alguns casos, metade do valor pago em São Paulo. Para os técnicos, entretanto, isso não significava que o salário real fosse inferior. É que o custo de vida, como aluguel, alimentação e transporte, acabava comprometendo mais o salário do trabalhador paulista que o do paranaense.





