Infra-estrutura da indústria
As instalações são inteiramente novas e foram implantadas dentro de padrões específicos para a fábrica. Há suficiente espaço de terreno para futuras ampliações, assim como infra-estrutura técnica já instalada que possibilitará a expansão de pelo menos mais 30% da produção inicial. Esse avanço está previsto para ocorrer, em progressão, nos próximos três anos. Os equipamentos são na maioria importados, havendo também nacionais. Um gerador próprio sobressalente garantirá o fornecimento de energia, em caso de eventual queda. A fábrica não tem chaminés. Funcionará em dois turnos, das 6 às 23 horas. Pela sua natureza, não oferece risco ambiental. Não haverá produção de medicamentos líquidos, mas apenas em forma de comprimidos, e estes não serão envasados em vidros, mas em tabletes. Os resíduos serão levados para uma zona do sul do Estado, por empresa especializada, para o fim de incineração. As matérias-primas, em forma de substâncias sintetizadas, virão de muitos lugares, principalmente da fábrica da Hexal na Alemanha. O Brasil fornecerá aquilo que dispuser para as necessidades dessa indústria.
A instalação interna da administração e atendimentos tem salas iguais para todos. O refeitório para o pessoal ocupa um dos espaços mais destacados do conjunto central de edifícios. Está instalada, também para os funcionários que a Hexal denomina colaboradores uma sala especial para festas, na cobertura de um terceiro piso, com ampla vista panorâmica para a zona agrícola circundante. Não faltará também um campo de futebol.
Reinhard Nordmann diz que uma fábrica de medicamentos é quase uma farmácia de manipulação, porque muita coisa é comprada de fornecedores. O mercado foco de seus produtos brasileiros será o próprio Brasil, mas futuramente o México e a Argentina poderão ser também compradores. Haverá uma linha especial de produtos para o Brasil, segundo o que os médicos recomendam. A Hexal contribuirá para o baratemaneto dos remédios brasileiros afirma Nordmann, e informa que a partir de 2007 terá uma linha especial para o mundo. A qualidade dos genéricos assegura será igual a dos produtos de referência. A meta, como foi o projeto alemão desde o início, é reduzir o custo dos medicmaentos, embora não haja remédios baratos ressalta. Toda a produção será comercializada através dos distribuidores particulares, e a lojística de vendas é a das visitas a médicos e farmácias, o que será feito pelas equipes da Hexal.
Ele diz, enfático, que a fábrica da Hexal é nacional, no sentido de que é brasileira, por estar no Brasil, e porque os trabalhadores também são nacionais. Acentua que os remédios pagam 18% de ICMs. Em setembro será a inauguração, mas a franca produção da Hexal de Cambé será a partir do ano que vem. (W.M.)





