"As faculdades não formam as pessoas para o parto e o que vem depois", sugere a psicóloga Liliam Gusso, 50, que também coordena o curso. Ela lembra de uma experiência própria: há 24 anos, perdeu seu primeiro bebê no parto. "Prometi para mim mesma que ajudaria as mulheres grávidas para não passarem pelo mesmo." Formada em Psicologia, aos 26, acreditava que estava preparada para o parto. Não estava. Na experiência traumática, Liliam entende que houve uma conjunção de fatores, desde a sua falta de conhecimento à ineficiência no atendimento do Inamps, antigo (Sistema Único de Saúde) SUS.
No ano seguinte, tomou a corajosa atitude de enfrentar os medos e, já melhor informada, engravidou novamente. Há 23 anos, nascia seu primeiro filho, Tiago. Dois anos depois, era a vez de Samara. "Parecia que eu estava indo para uma festa. Foi muito diferente e o momento mais feliz da minha vida", diz. No curso para casais, a psicóloga dá uma palestra sobre as emoções no parto. "Há uma relação muito clara entre o afeto e o desenvolvimento cognitivo da criança. A ciência percebeu que uma relação afetuosa do pai com a criança é muito importante nesse processo." Liliam lembra também que informação é sinônimo de saúde, seja para a gestante mais nova a participar do curso, aos 14 anos de idade, à mais velha, com 52. (R.U.)

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