Indústrias impulsionam a economia
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
João Fortes<BR>Reportagem Local 
Uma das primeiras indústrias do município, a Aesa, que trabalha com a fabricação de molas para caminhões, acompanhou o antes e o depois do boom industrial de Cambé. Em 1950, o alemão Ronald Tkotz inaugurou a fábrica, que contava com no máximo três funcionários e produzia por demanda, ou seja, somente quando um cliente solicitasse uma peça.
Os anos passaram e hoje a empresa conta com 315 colaboradores e tem 85% de suas produção voltada para o mercado interno e 15% para exportação (América Latina, África e Europa). Fechou o ano de 2010 com um faturamento de R$ 65 milhões e não para de crescer. A expectativa é fechar 2011 com um crescimento de 20%. Nos últimos meses conquistamos várias certificações, entre elas a ISO TS 16949 (Gestão de Qualidade para Indústria Automotiva) e pretendemos fornecer nossos produtos também para montadoras. Atualmente atuamos mais na reposição de peças junto a lojas e distribuidoras, afirma André Bearzi, diretor comercial e financeiro da Aesa, além de neto do fundador da empresa.
Ele cita algumas vantagens de Cambé para a indústria. Aqui temos qualidade de mão de obra, uma localização forte para atender o Brasil inteiro e é razoavelmente perto dos fornecedores de aço, principal material utilizado na fabricação das molas.
O potencial industrial de Cambé atraiu também empresas de fora. É o caso da Pado S.A., que produz cadeados e fechaduras há 75 anos. A indústria, que é original de São Paulo, transferiu seu parque fabril para Cambé em 1997. O município de Cambé tem localização estratégica para o nosso mercado, que permite acesso, em um raio de 550 quilômetros, aos principais mercados em expansão do país, como São Paulo e todo o interior daquele Estado, Curitiba e todo o Estado do Paraná, Campo Grande e parcela significativa do Mato Grosso do Sul, Norte e Oeste de Santa Catarina e, também, mão de obra abundante, afirma Stephan Gardemann, diretor presidente da Pado.
Na época que se instalou em Cambé a empresa contava com aproximadamente 300 funcionários. Hoje em dia já são cerca de 1.500 e de acordo com sua assessoria de imprensa, a Pado detém 68% do mercado nacional de cadeados e é considerada a sexta marca mais conhecida da construção civil brasileira.


