Estabelecida em 93 e ocupando instalações adaptadas no ginásio de esportes do Centro Social Urbano, a Incubadora Industrial de Umuarama tirou muitas empresas do fundo doquintal e deu a elas oportunidade para crescer. A microempresa ganha instalações, assistência, treinamento e outras facilidades durante dois anos.
Cerca de 15 empresas já passaram pela incubadora, cinco delas se estabelecendo em instalações próprias. Atualmente, 15 ocupam o local, que está sendo reestruturado pela Prefeitura. Estado e município vão construir um novo barracão com 30 boxe para abrir mais vagas.
Deu certoHá três anos, dois profissionais liberais se associaram para ingressar num ramo pouco conhecido, a industrialização de buchas vegetais. Para começar, o agrônomo Paulo Coelho e o médico David Cinco tiveram que convencer agricultores a plantar a bucha.
O negócio deu certo. Hoje a Natbucha produz 6 mil peças de 9 tipos para higiene pessoal e fatura de R$ 4,5 mil a R$ 5 mil por mês. Ocupa duas salas na incubadora e tem duas funcionárias. Agora se prepara até para o mercado externo.
Segundo Coelho, a qualidade da bucha produzida em Umuarama é excelente e tem condições de competir com o produto de grandes fabricantes. Por ser um produto natural e com propriedades medicinais, tem boa aceitação, tanto no mercado interno, quanto lá fora. ‘‘Agora que estamos estruturados, experientes e produzindo buchas de boa qualidade, começamos a manter contatos comerciais em busca de mercados maiores’’. De olho em grandes compradores, este mês Coelho vai à Cosmética, a maior feira de cosméticos do Brasil, em São Paulo.
Atualmente, os produtos da Natbucha são vendidos em Curitiba e cidades paulistas e gaúchas. A microempresa foi criada há quatro anos, mas só começou a produzir em escala comercial em 96. A região tinha apenas um produtor de bucha vegetal. Depois que a fábrica foi criada, mais quatro entraram na atividade. Hoje, a Natbucha compra cerca de 30 mil unidades por safra de 8 produtores.

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