Indústria do seguro tem prezuízo histórico
O enorme número de vítimas dos ataques terroristas nos Estados Unidos deverá causar o maior prejuízo da história da indústria mundial de seguros. ''Não é prematuro dizer que os pedidos de compensação somarão bilhões de dólares'', disse ao Financial Times o economista-chefe do Instituto de Informações sobre Seguros, Robert Hartwig. O porta-voz da companhia britânica Lloyds, Robert Miller, disse que os custos apenas em relação aos prédios destruídos ou danificados deverão ''ficar na casa dos US$ 10 bilhões, senão nos US$ 20 bilhões''. Alguns especialistas alertam, devido à dimensão inédita do incidente, que alguns governos talvez tenham pagar parte da conta. Até ontem, o incidente mais caro para as seguradoras havia sido a destruição causada pelo furacão Andrew, que atingiu a costa leste dos Estados Unidos em 1992. Apesar de apenas 38 pessoas terem morrido, o incidente custou cerca de US$ 20 bilhões para a s seguradoras. Por isso, as ações das seguradoras despencaram nas bolsas européias e cresceram os temores de que algumas empresas dos Estados Unidos, cuja performance recente já era preocupante, não sobreviverão.





