Indústria do plástico defende a reciclagem
A utilização de sacolas oxi-biodegradáveis e as feitas com tecido não agrada a todos. O presidente do Sindicado das Indústrias de Material Plástico do Estado do Paraná (Simpep), Dirceu Galléas, diz que a utilização de materiais como este na substituição das tradicionais sacolas de plástico só irá mascarar o problema. As oxi-biodegradáveis seriam um grande negócio para a indústria plástica, pois custariam aproximadamente 15% a mais. Nos colocamos contrários pois a eficiência deste material não está comprovada. Elas são uma grande mentira, diz Galléas. Segundo ele, o sindicato não é contra qualquer tecnologia que venha trazer benefício ao meio ambiente, desde que as ações sejam eficazes. É como se fosse um transgênico do plástico. O material é importado da Alemanha e dos Estados Unidos. O valor é muito alto e não existe garantia que isso vai dar retorno ecológico.
O presidente do Simpep diz que o material oxi-biodegradável é uma poluição visível e transforma o plástico em micro partículas. Elas contém aditivos com componentes químicos e irão trazer maior poluição. Com a extinção das sacolas de plástico, as pessoas serão obrigadas a comprar sacos de lixo. Galléas explica que elas são mais poluentes. Um milheiro de sacos de lixo equivale a 60 quilos. A mesma quantidade do material de plástico totaliza 5 quilos. A sacola plástica significa menos de 3% de todo o lixo de plástico. A solução é acabar com o lixão através da reciclagem. As indústrias de recuperação do lixo do Paraná importam lixo de outros Estados para suas empresas. Precisamos aumentar a reciclagem, principalmente tendo apoio do governo.
O sindicato acredita que centralizar os esforços na reciclagem apenas das sacolas de plástico não é suficiente. Como exemplo, um milheiro de sacos de arroz equivale a 10 milheiros das tradicionais sacolas do mercado. Há 15 anos o plástico era o salvador da pátria pois não seria mais necessário cortar árvores para fazer os pacotes de papel. Hoje querem adotar as sacolas de tecido mas elas são foco de bactérias e fungos, pois são colocadas no chão, pegam chuva e acumulam restos de alimentos, diz Galléas. Ele também alerta que as sacolas de algodão passam por processo químico para a impressão de logomarcas. O que precisamos é que o governo invista em educação ambiental. O plástico é uma solução no futuro. Existem usinas que transformam o plástico em gasolina e energia elétrica. A indústria do plástico é a favor do meio ambiente. (D.C.)





