Arquivo FolhaA extração e beneficiamento da madeira figuram como atividade nº 1 em Guarapuava A produção industrial de Guarapuava, da qual participa principalmente o segmento madeireiro, é responsável por 37% das atividades econômicas do município, sendo seguida de perto pela produção agrícola, pecuária e extrativismo. Mas, embora sendo um dos principais pólos madeireiros do Estado, em cujo setor possui grandes empreendimentos em plena atividade, Guarapuava quer agora atrair novas indústrias, mas em ramos diversificados. Esforços para fazer que com que elas se interessem pelo município têm sido uma rotina nos setores responsáveis pelo desenvolvimento local.
O trabalho nesse sentido tem sido desdobrado favoravelmente. Contatos feitos com indústrias européias durante visita do prefeito Vitor Hugo Burko no início do ano ao exterior estão surtindo efeito positivos. Segundo ele, tudo indica que até o final deste ano, pelo menos duas novas indústrias devem ser anunciadas para o município.
Mesmo com todo o sigilo necessário nesse tipo de negociação, o prefeito adianta que as indústrias devem ser dos setores de carnes, milho e cervejaria. ‘‘A indústria de carnes, em especial, vai gerar muitos empregos diretos e indiretos’’, ressalta o prefeito.
Como incentivo para a instalação de novas indústrias, a prefeitura oferece terreno, infra-estrutura, projeto de viabilidade técnica e isenção de impostos e taxas por 10 anos. A Companhia de Desenvolvimento de Guarapuava (Codeg), através de um fundo de apoio à pequena e microempresa, também facilita financiamentos com juros mais baratos que o mercado.
QualidadeSegundo o secretário municipal de Indústria e Comércio, Moacir Silvestri Filho, com a vinda de novas indústrias é urgente que o contingente de operários locais seja melhorado. ‘‘Existe muita carência de mão-de-obra qualificada. E como isso pode fazer com que os empregos gerados aqui fiquem com pessoas de outras cidades, precisamos com urgência qualificar nossa mão-de-obra’’, aponta.
Segundo Silvresti, a prefeitura, preocupada com isso, está desenvolvendo vários programas. ‘‘De nada adianta as indústrias se não tivermos pessoas qualificadas para trabalhar nelas’’, ressalta o secretário.
E, para estar municiado para quando os empreendimentos estiverem concretizados, o município trata de correr. Em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, por exemplo, a Secretaria municipal está viabilizando convênios que vão possibilitar a especialização da mão-de-obra através de cursos e treinamentos.
A Secretaria de Indústria e Comércio da prefeitura também mantém um programa de auxílio às pequenas empresas já existentes. Apenas neste ano, 39 pequenas empresas foram colocadas em funcionamento. Segundo Silvestri, elas geraram cerca de 400 empregos.

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