INDÚSTRIA - Vanguarda na confecção de bonés
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
Muito antes do ex-vice-presidente da República, José Alencar, sancionar, em 6 de julho de 2010, a lei de nº 2.793 que dava a Apucarana o título de Capital do Boné, a cidade já tinha a fama de ser a número um na fabricação do acessório democrático usado por homens e mulheres, adultos e crianças, ricos e pobres.
Os números explicam e comprovam tal reconhecimento. São 400 indústrias gerando cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos, produzindo 6 milhões de bonés ao mês e 1 milhão de camisetas, o que totaliza aproximadamente 90 milhões de peças/ano. Isso faz com que a cidade seja responsável por 70% da produção nacional de boné.
Por trás disso estão lavanderias, fábricas de bordados, entre outras empresas gerando milhares de empregos, diz Adeli Garcia Junior, vice-presidente da Associação Nacional das Indústrias de Bonés, Camisetas, Brindes e Similares (ANIBB). Os números exatos de vendas desse setor ainda são desconhecidos, visto que o valor de um boné pode variar de R$ 3 a R$ 20. Para tanto, neste ano a ANIBB fará um senso nacional para obter esse dado.
O setor, que em 2008 sofreu drasticamente com a crise mundial, começa a se restabelecer investindo em maior qualidade do material fabricado, fazendo com que as grandes indústrias desse segmento passassem a voltar seus olhos aos produtos licenciados. A economia está estabilizada e isso contribui muito. As indústrias passaram a pesquisar mais e ter melhor técnica e estilo de fabricação, acrescenta Garcia Junior.
Em Apucarana, incluir o boné como uniforme escolar foi uma cartada certeira e que ajudou a impulsionar ainda mais o setor no ano de 2010. Além de aumentar o conceito de uso, só no ano passado 2,5 milhões de peças saíram das fábricas direto para a cabeça dos alunos. Foi um passo grande da ANIBB. Gradativamente, o objetivo é fabricar 52 milhões de peças para as escolas. Outro meio para promover o setor foi o merchandising na novela Ti-ti-ti, da Rede Globo. Com isso houve uma reação rápida, principalmente no mercado popular, explica Garcia Junior, referindo-se à parceria com a televisão. Atores aparecem no folhetim usando bonés.
História
Foi entre os anos de 1973 e 1974 que Apucarana começou a fabricar bonés. As empresas pioneiras foram Caps e Cotton, que na época investiam em brindes e resolveram diversificar suas operações confeccionando bonés. O negócio chamou a atenção e encheu os olhos de outros empresários, que ao longo dos anos transformaram a cidade no maior polo de produção do país.


