Indefinição do TSE prejudicou pleito
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Responsáveis diretos pela coordenação do processo eleitoral em Londrina, o juiz Carlos Maurício Ferreira e a promotora Solange Novaes Vicentin lamentaram ontem o atraso no julgamento de um recurso eleitoral que, pelo menos até amanhã, mantém a eleição em Londrina sub judice.
Eles se referem à análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a candidatura do agora prefeito eleito Antonio Belinati (PP): impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a um mês do primeiro turno, por desaprovação das contas municipais de 1999, Belinati foi liberado a disputar o pleito graças a decisão monocrática do TSE que, se derrubada pelo plenário, invalidaria os mais de 138 mil votos obtidos ontem por ele. O julgamento do processo, adiado duas vezes, ficou para amanhã.
''Não é uma situação cômoda, já que é uma eleição sub judice e há modificações que precisam ser feitas para que se possa julgar casos assim antes da eleição. O TSE deveria ter julgado antes'', avaliou o juiz.
Para a promotora, a demora pode até ter influenciado a decisão final do eleitor, nas urnas. ''Esperávamos que a Justiça tivesse mais agilidade no que define uma eleição, pois tal indefinição pode, sim, influenciar o cidadão - a demora em dar uma resposta o confunde, principalmente os mais humildes, que não têm a consciência da importância da pessoa proba com administrador da coisa pública'', comentou. ''E a má versação dos recursos de uma administração atinge diretamente a qualidade de vida dessa população mais pobre, nas situações mais elementares'', concluiu.


