Incubação reduz índice de mortalidade
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de setembro de 1997
Cláudia Lopes Londrina 
Marcos BorgesSilas: excelente índice deverá ser repetido este ano Criada para dar suporte à fase de instalação das empresas e apoio ao desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, a Incubadora Industrial de Londrina já entregou certificados de graduação para 16 empresas desde sua implantação, em dezembro de 94 - e apenas três delas não sobreviveram. A média anual de mortalidade na Incubadora de Londrina está abaixo dos índices registrados nas incubadoras brasileiras: em 96, obteve média de 9% pelo segundo ano consecutivo. Neste ano, devemos repetir este índice, prevê o gerente Silas Barros. O número é expressivo, diante da mortalidade das empresas no Brasil é de 80% antes do primeiro ano de funcionamento.
No ano passado, o faturamento total das empresas incubadas (e as que já tinham deixado a Incubadora) foi de R$ 5,056 milhões, com geração de 759 empregos diretos e indiretos. Neste ano, o faturamento total das empresas deve ser de R$ 9 milhões, calcula Barros. No momento, existem 14 empresas incubadas e 16 graduadas (instaladas em outros locais). A incubadora está em processo de seleção de um grupo de interessados que deve ocupar seis vagas. Até agora, 37 empresas passaram pela incubadora. Destas, apenas sete não vingaram.
Projetada pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), a Incubadora é gerenciada pela Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec) e conta com apoio de 14 parceiros. Entres eles, Sistema Fiep, Sebrae, Copel, Sercomtel, Iapar e Embrapa. A incubadora funciona como proteção às empresas, evitando que erros iniciais façam com que estas sucumbam, explica Barros.
ParceriasNa instituição, o empresário tem à disposição cursos e treinamentos promovidos em parceria com o Sebrae e com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) para sua capacitação. Através do Programa de Apoio Tecnológico às Empresas, mantemos seis bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de áreas como economia, administração e designer dando consultoria para as empresas incubadas desde maio deste ano, conta o gerente.
A incubadora também apóia a capacitação tecnológica, permitindo que as empresas tenham acesso a laboratórios de universidades e de grandes indústrias da cidade; apoio à produção, através de treinamentos dos funcionários visando qualidade e produtividade; apoio institucional para facilitar a participação das incubadas em feiras e eventos e apoio de infra-estrutura, através da disponibilização de serviços em comum como telefonista, fax, xerox, vigilância e limpeza.
As empresas que trabalham com desenvolvimento de softwares podem usar o laboratório do Softex 2000, que fica na incubadora, diz Barros.
Daqui a dez dias, também deve começar a funcionar na Incubadora Industrial de Londrina uma oficina para desenvolvimento de protótipos com equipamentos cedidos pelo Senai como tornos e furadeiras. A incubadora mantém um show room com painéis contendo fotos e informações de todas as empresas.


