Ainda assim, a boa infra-estrutura da cidade é um dos maiores atrativos. "Londrina é uma das principais cidades do país para que o turismo de eventos ganhe incremento: o aeroporto fica na região central, os hotéis são de ótima qualidade e mais baratos que os do mesmo porte e localizados nos grandes centros, e temos uma gastronomia muito boa e diferenciada." A argumentação é do presidente do Sindicato dos Hotéis e Restaurantes, Alzir Bocchi. "Londrina possuí atualmente 38 hotéis de alto nível, 270 estabelecimentos gastronômicos. Um setor que emprega diretamente 6.500 pessoas", enumera.
Mas ele argumenta, no entanto, que este potencial setor gerador de negócios para o município está basicamente nas mãos das associações e entidades de classe, e que falta uma participação maior do poder público para organizar e incentivar este segmento. "Precisaríamos ter uma secretaria de Turismo", diz. O diretor de Turismo da Codel, Newton Felício, mesmo considerando que uma secretaria seria uma opção (mas de implementação inviável em ano eleitoral), diz que o Conselho Municipal é fundamental para direcionar os rumos deste segmento na cidade, referindo-se ao órgão público que gerencia a política de turismo em Londrina.
Felício acrescenta ainda que a prefeitura começou a estruturar esse setor neste último ano, buscando parcerias com as universidades. "Se analisarmos as ações da Fundação de Esporte, da secretaria de Cultura e da própria diretoria de Turismo, notamos que já existe uma grande participação do poder público no apoio às realizações. Mas concordo que precisamos de um espaço maior e mais adequado a determinadas necessidades".
Atualmente, o maior espaço que a cidade dispõe é o Centro de Exposições e Eventos. Uma área com 12 mil metros quadrados, com capacidade para a realização de feiras e exposições de médio porte e de receber até 1,5 mil pessoas em atividades de auditório. Como parece estar situado aí o maior problema para a questão acomodação versus número de participantes versus atividades, a Associação Médica de Londrina colocou em projeto a construção de um centro de convenções, através da Fundação Instituto de Desenvolvimento da Saúde e Meio Ambiente - um prédio projeto para ser edificado em terreno anexo à sede administrativa da entidade, na Avenida Harry Prochet, abrigando um auditório para até 1.800 pessoas, salas destinadas a cursos de reciclagem e capacitação, sala para montagem de estandes, laboratórios de pesquisa e também a secretaria da Associação Médica Regional - expansão da entidade, reunindo quase dois profissionais médicos residentes em mais de 50 municípios da região Norte.

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