Imunização atualizada garante saúde em qualquer época do ano
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Quem segue o calendário de vacinação do Ministério da Saúde (crianças, adolescentes e adultos) conta com uma preocupação a menos na hora de sair para viajar. Pessoas que ainda têm dúvidas quanto as vacinas que já tomaram podem recorrer às unidades básicas de saúde ou clínicas de imunização particular.
O infectologista e imunologista José Luís da Silveira Baldy explica que para pessoas que pretendem viajar a outras regiões do Brasil (Norte, Nordeste), deve-se considerar prioritária a indicação da vacina contra a febre amarela. ''Essa vacina deve ser aplicada dez dias antes de a pessoa chegar à localidade onde esteja havendo risco de transmissão do vírus. A vacina contra a febre amarela é contraindicada a crianças nos primeiros anos de vida e crianças que estejam sendo amamentada por mãe que recebeu a vacina no puerpério (isto é, após o parto); nessa eventualidade, o aleitamento materno deve ser interrompido durante pelo menos três semanas contadas a partir da data em que
a mãe foi vacinada'', diz.
A vacina contra a febre amarela também é contraindicada a gestantes, indivíduos com intensa alergia a ovos de galinha e a seus derivados, pessoas com imunodepressão (causada por doenças como câncer, doenças autoimunes) ou por medicamentos antineoplásicos ou do grupo dos costicosteróides. Segundo o médico, essa vacina está limitada em viagens no território brasileiro.
Além da proteção conferida pelas vacinas, no verão deverá ser tomado cuidado especial com a qualidade (higiene) dos alimentos e da água que se ingerem. O médico alerta que não podem ser esquecidos os cuidados na hora de lavar bem as mãos com água e sabão ou sabonete. Ainda segundo Baldy, deve-se evitar que as crianças pequenas, sobretudo os lactentes, frequentem ambientes fechados, onde se aglomera grande número de pessoas (mercados, shoppings etc.).
''Nenhum viajante deixa de correr o risco de sofrer um ferimento e apresentar tétano, de entrar em contato com pessoas com sarampo adquirido em outro país, de os lactentes apresentarem diarréia causada por bactérias ou vírus para os quais existem vacinas (rotavírus, Escherichia coli enterotoxigênica etc.). Quanto aos insetos, bastante comum nessa época do ano, todas as pessoas que frequentam locais onde há grande número deles devem usar repelentes. Os recém-nascidos e lactentes devem ser protegidos no berço com o uso de mosquiteiros. A vacina contra picadas de inseto só deve ser indicada às crianças que apresentam hipersensibilidade (alergia) a essas picadas'', finaliza.


