O mercado imobiliário de Londrina experimenta um crescimento sustentável. Entra ano, sai ano, o setor se torna mais aquecido, tanto para construções residenciais como comerciais.
As palavras do advogado e imobiliarista Francisco Ferreira Oliveira Netto, diretor do Sindicato da Habitação e Condomínios de Londrina (Secovi), explicita a vocação vertical da cidade. ''O investidor quer, acima de tudo, qualidade de vida, seja em casa ou no trabalho.''
Segundo Oliveira Netto, a necessidade de sentir-se seguro tem feito o comprador buscar apartamentos e casas em condomínios fechados. ''O público busca apartamentos menores, mas em condomínios estruturados, com piscina, home cinema, salão gourmet. Isso porque as famílias hoje são menores'', diz o diretor, citando que o metro quadrado em Londrina custa, atualmente, cerca de R$ 2,5 mil.
''Ao comprar um imóvel a pessoa deve se enxergar dentro dele, ver o que gosta. Hoje, os compradores buscam uma varanda aconchegante, uma bela vista e pelo menos um cômodo com banheiro privativo, além de armários embutidos. Ninguém mais quer desmontar e montar móveis'', opina o imobiliarista.
Conforme ele, a procura por imóveis mobilidados tem aumentado na cidade. ''Não fica tão caro mobiliar e melhora o retorno do aluguel.''
Salas comerciais em edifícios que oferecem infraestrutura diferenciada como centros de convenções, centros de convivência e até academias têm se destacado no mercado imobiliário, de acordo com Oliveira Netto.
''Em Londrina, há dez anos, faltavam salas comerciais, mas com as novas propostas, de prédios humanizados, a oferta tem conquistado o investidor. Já as lojas térreas ainda estão em falta na cidade e podem ser um novo mercado a ser explorado'', comenta o diretor do Secovi.
De acordo com ele, hoje, em Londrina, o custo de um imóvel reflete quase sempre em seu preço final, já que há pouco desperdício de material durante a construção. ''Vende-se o imóvel e não a vontade de morar'', filosofa Oliveira Netto, citando que há todo tipo de imóvel para os mais variados poderes aquisitivos.
''Não é fácil sair da estaca zero. Comprar o segundo imóvel é mais fácil que comprar o primeiro. Mas trabalhando com seriedade e vontade é possível tornar-se um grande investidor. A lição é saber por que se quer investir em imóveis.''
De acordo com o imobiliarista, o retorno não vem só do aluguel, que pode chegar a 0,5% sobre o investimento, mas da valorização do imóvel. ''Você proteje o capital e desfruta dele enquanto vê o patrimônio crescer.''
Ele recorda que antes da aprovação da Lei do Inquilinato, havia o medo do aluguel defasado, por isso os investimentos concentravam-se no ramo comercial. ''Com a nova lei, mais justa, o medo acabou e aumentaram os investimentos em todas as áreas.''
Para o diretor do Secovi, não há o melhor lugar ou melhor ramo para investir no setor imobiliário. Vale o interesse e a personalidade do investidor e o tamanho do bolso. ''Bom seria ver a cidade crescer com harmonia, nos quatro cantos, de uma forma que garanta qualidade de vida a todos.''
Já é possível simular financiamentos nos próprios sites das imobiliárias e as negociações são facilitadas quando se tem todas as informações em mãos, ensina o imobiliarista, reforçando que é sempre melhor comprar à vista e reinvestir o dinheiro do aluguel na compra de um novo imóvel.

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